
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorização para que ele receba em sua residência os senadores Rogério Marinho (PL-RN) e Tereza Cristina (PP-MS). O pedido foi apresentado nesta quinta-feira (5), em meio às articulações para a eleição da presidência do Senado, prevista para fevereiro de 2027.
Os advogados solicitaram que as datas dos encontros sejam definidas pelo gabinete de Moraes, preferencialmente às terças, quartas ou quintas-feiras. Como Bolsonaro cumpre prisão domiciliar, as visitas dependem de autorização do ministro, responsável pela execução da decisão judicial.
A movimentação ocorre um dia depois de o PL oficializar a candidatura de Marinho ao comando do Senado. Líder da oposição na Casa, o parlamentar deverá contar com uma bancada de 29 senadores a partir de 2027, a maior da próxima legislatura.
Tereza Cristina também mantém a intenção de disputar a presidência e defende a possibilidade de se tornar a primeira mulher a comandar o Senado. A senadora afirmou que está em diálogo com Marinho, mas que, por enquanto, os dois mantêm suas candidaturas.
O senador, por sua vez, declarou que não pretende enfrentar Tereza diretamente. Entre as possibilidades discutidas está um acordo para que os dois dividam o projeto político, com um disputando a presidência em 2027 e o outro em 2029.
O principal adversário dos dois parlamentares é o atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que trabalha para permanecer no cargo por mais um biênio e conta com apoio de setores do centro e de aliados do governo federal.
A eleição está prevista para 1º de fevereiro de 2027. O presidente do Senado tem influência direta sobre a agenda legislativa, conduz as sessões do plenário e exerce papel decisivo na tramitação de pedidos de impeachment contra autoridades, incluindo ministros do Supremo Tribunal Federal.
Marinho e Tereza Cristina foram ministros durante o governo Bolsonaro, o primeiro à frente do Desenvolvimento Regional e a segunda no Ministério da Agricultura. A eventual autorização das visitas poderá abrir espaço para conversas sobre a disputa e a construção de um entendimento entre as lideranças da direita.
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