
A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) procurou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União bRASIL-AP), para pedir que Michelle Bolsonaro (PL-DF), eleita para a Casa em outubro, receba um gabinete no Anexo 1 do Congresso Nacional. A solicitação foi feita em nome da ex-primeira-dama e envolve um dos espaços mais disputados da estrutura administrativa do Senado.
Segundo informações de bastidores, Damares defendeu que Michelle ocupe um gabinete até o sexto andar do edifício. O pedido considera que a futura parlamentar não se sente confortável em locais muito altos, além de levar em conta questões relacionadas à segurança e à privacidade durante sua circulação no Congresso.
O Anexo 1 tem 28 andares e abriga gabinetes de senadores com trajetória consolidada na Casa. O prédio é considerado privilegiado por oferecer espaços mais amplos, vista para a Esplanada dos Ministérios e acesso mais restrito. Já o Anexo 2, onde atualmente funciona o gabinete de Damares, fica mais próximo do plenário e registra maior circulação de visitantes.
Outro argumento apresentado pela senadora diz respeito à exposição pública. No Anexo 2, parlamentares estão mais sujeitos à abordagem de visitantes que procuram tirar fotografias ou conversar. No Anexo 1, o acesso aos gabinetes é mais controlado, o que, na avaliação dos aliados de Michelle, poderia facilitar sua rotina de trabalho.
A preocupação também está relacionada à votação expressiva da ex-primeira-dama. Michelle recebeu 938.496 votos, o equivalente a 29,05% dos votos válidos no Distrito Federal, e foi a candidata mais votada para o Senado na disputa. A expectativa de aliados é que sua presença atraia atenção de eleitores, visitantes e da imprensa desde o início do mandato, em fevereiro de 2027.
Alcolumbre, porém, ainda não definiu a distribuição dos gabinetes. A informação de bastidores é que o presidente do Senado pretende priorizar parlamentares reeleitos na ocupação dos espaços do Anexo 1. Também está em discussão a possibilidade de Renan Filho (MDB-AL) assumir o gabinete atualmente utilizado pelo pai, Renan Calheiros (MDB-AL), que não conseguiu a reeleição.
A eventual mudança poderia abrir espaço para que o pedido de Damares fosse atendido. Até o momento, entretanto, não há confirmação oficial sobre qual gabinete será destinado a Michelle Bolsonaro.
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