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Alckmin é cotado para quatro ministérios no quarto mandato de Lula

Vice-presidente ganhou espaço nas articulações para a nova Esplanada e aparece como opção para Fazenda, Segurança Pública, Defesa e Indústria e Comércio.

08/11/2026 às 19h37
Por: Redação #Acesse Política
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Divulgação/Arquivo
Divulgação/Arquivo

O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) passou a ser considerado uma das principais opções do presidente Lula da Silva (PT) para a composição do novo governo. Com atuação destacada na campanha pela reeleição, ele é cotado para comandar até quatro ministérios: Fazenda, Segurança Pública, Defesa e Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

A possibilidade de Alckmin assumir a Fazenda ganhou força depois que ele participou, na quinta-feira (5), de uma reunião convocada por Lula com ministros, ex-ministros e economistas no Palácio da Alvorada. O encontro discutiu o cenário econômico e os desafios das contas públicas. Também participaram o atual ministro Dario Durigan e o ex-ministro Fernando Haddad, além de outros integrantes da equipe econômica. 

Alckmin tem como trunfo o diálogo com empresários, representantes do agronegócio e integrantes do mercado financeiro. Nos bastidores, aliados avaliam que seu perfil mais moderado e a experiência administrativa podem contribuir para a condução da economia. Por outro lado, uma eventual passagem pela Fazenda também o colocaria no centro de debates sobre ajuste fiscal, cortes de despesas e negociações com o Congresso.

Segurança Pública é outra possibilidade

O vice-presidente também aparece nas conversas sobre o futuro Ministério da Segurança Pública. Lula pretende dar maior protagonismo ao combate à criminalidade no próximo mandato e procura um nome capaz de sustentar um discurso mais firme na área. A experiência de Alckmin como governador de São Paulo é apontada como um dos fatores favoráveis, embora uma postura mais rigorosa possa provocar divergências com setores do PT.

A Defesa é outra alternativa, especialmente diante da expectativa de saída do atual ministro, José Múcio Monteiro. Alckmin participou de iniciativas relacionadas à retomada das atividades da Avibras, empresa do setor de defesa e aeroespacial, e incluiu o segmento entre as prioridades da política industrial. Apesar disso, enfrenta resistências de integrantes da cúpula militar.

Retorno ao Ministério da Indústria e Comércio

Uma quarta possibilidade seria a volta de Alckmin ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, que comandou entre 2023 e abril de 2026. Durante sua passagem pela pasta, o vice-presidente participou das negociações com os Estados Unidos em resposta ao tarifaço imposto pelo governo norte-americano.

Apesar das alternativas, Alckmin ainda não definiu seu futuro no novo governo e, segundo interlocutores, aguarda uma conversa com Lula. Aliados afirmam que ele não está reivindicando um ministério específico, mas não deverá recusar uma missão indicada pelo presidente.

Também está em discussão a possibilidade de o vice permanecer apenas na Vice-Presidência, sem acumular o comando de uma pasta. A alternativa permitiria ao presidente reservar mais ministérios para acomodar partidos e ampliar a base de apoio no Congresso.

A escolha do espaço de Alckmin na nova Esplanada também é observada sob a perspectiva das articulações políticas para 2030. Sua participação na campanha ampliou o diálogo da chapa com eleitores de centro, setores conservadores e representantes do empresariado, consolidando seu papel na aliança que garantiu a reeleição de Lula.

Até o momento, o presidente não anunciou qualquer decisão sobre a indicação do vice-presidente para um ministério.

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