
A Gerdau se posicionou contra a possível aplicação de tarifas antidumping sobre as importações de eletrodos de grafite provenientes da China e da Índia. A empresa argumenta que uma sobretaxa sobre o produto, utilizado na fabricação de aço em fornos elétricos, aumentaria os custos de produção e poderia prejudicar a competitividade das siderúrgicas brasileiras.
A discussão ocorre no âmbito de uma investigação conduzida pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), aberta em março de 2026 para apurar suspeitas de dumping nas exportações dos dois países. A investigação foi solicitada pela GrafTech Brasil Participações, que apontou possíveis prejuízos à indústria nacional.
Em 19 de outubro, o governo divulgou uma conclusão preliminar que identificou indícios de dumping e danos à indústria brasileira. Apesar disso, a Secretaria de Comércio Exterior não recomendou a aplicação imediata de uma tarifa provisória e prorrogou o prazo para conclusão do processo para até 18 meses, contados do início da investigação.
A manifestação da Gerdau coloca em evidência o debate sobre os possíveis efeitos da medida para a cadeia siderúrgica. Enquanto a investigação busca avaliar os impactos das importações sobre os produtores nacionais de eletrodos, a siderúrgica alerta que o encarecimento desse insumo pode elevar as despesas das empresas que dependem do produto para fabricar aço.
O resultado da apuração deverá considerar os efeitos das importações sobre a indústria nacional e os impactos de uma eventual medida de defesa comercial sobre os setores consumidores do insumo.
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