
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) teria deixado o Brasil com a esposa e as duas filhas para viajar aos Estados Unidos, onde pediria asilo político ao presidente Donald Trump, segundo informações atribuídas a aliados e divulgadas na imprensa. Entretanto, até o momento, não há confirmação oficial de que o parlamentar tenha deixado o país ou apresentado qualquer pedido de asilo.
A possível viagem teria sido organizada por um grupo restrito de aliados no Brasil e nos Estados Unidos. Conforme o relato, Flávio entraria em território americano pela Flórida e poderia se encontrar com o irmão, Eduardo Bolsonaro, que está nos Estados Unidos. Essas informações, porém, não foram confirmadas de forma independente.
A Polícia Federal (PF) acionou autoridades argentinas para verificar a suspeita de que Flávio teria atravessado a fronteira antes de embarcar em um avião particular para os Estados Unidos. O governo da Argentina, entretanto, negou que o senador e seus familiares tenham ingressado no país. A informação foi divulgada pela emissora alemã DW e por outros veículos.
O senador Rogério Marinho (PL-RN), que coordenou a campanha presidencial de Flávio, também negou que o parlamentar tenha deixado o Brasil. A Polícia Federal informou que investigava a possibilidade de saída irregular, mas não havia confirmação de que ele estivesse nos Estados Unidos.
A suspeita surgiu após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar que Flávio entregasse seus passaportes à Polícia Federal e proibi-lo de deixar o país. A medida foi tomada no âmbito de uma investigação que envolve o senador e o advogado Willer Tomaz.
Após a derrota para Lula da Silva (PT) no segundo turno presidencial, realizado no domingo (25), Flávio declarou que não pretendia deixar o Brasil e que cumpriria a determinação judicial.
Até que as autoridades confirmem o paradeiro do senador, a suposta fuga para os Estados Unidos e a intenção de solicitar asilo político devem ser tratadas como informações não comprovadas.
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