segunda-feira 15 de julho de 2024
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sábado 6 de abril de 2024 às 07:29h

PT e PL atraem novos quadros e podem ter embates diretos em até 12 capitais

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Partidos que polarizaram a eleição presidencial e donos das maiores bancadas na Câmara dos Deputados, PT e PL filiaram novos pré-candidatos para as eleições de outubro e podem se enfrentar conforme reportagem de João Pedro Pitombo, da Folhapress, em até 12 capitais.

O novo cenário se consolidou, de acordo com Pitombo, com o fim do prazo para a filiação, que encerra neste sábado (6) para os políticos que vão enfrentar as urnas em outubro. Ao menos 20 pré-candidatos a prefeito nas 26 capitais trocaram de partido no último mês, no período da janela partidária.

O panorama atual é de embates em Belo Horizonte, Fortaleza, Curitiba, Manaus, Goiânia, Cuiabá, Campo Grande, João Pessoa, Maceió, Aracaju, Florianópolis e Vitória. Mas a tendência é de negociações que podem resultar em desistências até o período das convenções, entre julho e agosto.

O partido de Jair Bolsonaro mostrou apetite na janela partidária e com as novas adesões agora tem pré-candidaturas em 19 das 26 capitais. Destes, 4 se filiaram ao partido no último mês para concorrer em Florianópolis (SC), Rio Branco (AC), Campo Grande (MS) e Aracaju (SE).

Os nomes chegaram ao PL com o aval do ex-presidente, que nas últimas semanas fez um périplo pelo país e abonou as fichas de filiação dos novos correligionários.

Um deles é o prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, que trocou o PP pelo PL na última semana em meio a desavenças com o governador Gladson Cameli (PP). A tendência é de racha entre os aliados de Bolsonaro, já que o PP deve concorrer à prefeitura com o secretário estadual Alysson Bestene.

Florianópolis, Campo Grande e Porto Velho também caminham para ter mais de uma candidatura no campo bolsonarista, mas nestes casos há margem para diálogo entre as forças políticas locais.

Na capital de Santa Catarina, o PL apresentou o nome do ex-deputado Bruno Souza, que estava filiado ao Novo. A filiação esfriou as negociações com o prefeito Topázio Neto (PSD), que vai concorrer a um novo mandato e tenta atrair o PL para sua coligação.

O cenário é parecido em Campo Grande, onde o ex-presidente escolheu o ex-deputado Rafael Tavares como candidato, colocando o PL em campo oposto ao da prefeita Adriana Lopes (PP). Ela é apoiada pela senadora Tereza Cristina (PP), que foi ministra da Agricultura na gestão passada.

A definição pela candidatura própria acirrou o cenário político local, que caminha para uma pulverização com candidaturas próprias de PT, PSDB, MDB e União Brasil, todos com nomes considerados competitivos.

O PL também passa a ter uma candidatura robusta em Aracaju com a filiação da vereadora Emília Corrêa, um dos nomes mais combativos da oposição ao prefeito Edvaldo Nogueira (PDT).

Ainda há conforme João Pedro Pitombo, da Folha, uma negociação em curso em Porto Velho (RO), onde o deputado federal Fernando Máximo quer trocar a União Brasil pelo PL, implodindo a possibilidade de uma grande aliança da direita em torno da ex-deputada Mariana Carvalho (Republicanos).

Sem o mesmo apetite que o seu principal adversário nacional, o PT adotou uma estratégia distinta e foi cirúrgico ao atrair nomes que eram de outros partidos para disputar as capitais.

Na janela partidária, o único novo quadro que desembarcou no partido foi o ex-deputado federal Marcelo Ramos, que trocou o PSD pelo PT para concorrer à Prefeitura de Manaus.

A ida de Ramos para o PT foi articulada pelo próprio presidente Lula, que buscava um palanque forte na capital amazonense para enfrentar o prefeito David Almeida (Avante) e representantes do bolsonarismo como Capitão Alberto Neto (PL) e Coronel Menezes (PP).

“Isso muda completamente meu planejamento de vida, já que eu vivia meu momento de maior paz pessoal e prosperidade profissional. Mas é um pedido do presidente, vamos à luta”, afirmou Ramos, que ainda vai precisar unificar o partido em Manaus em torno de seu nome.

Ele foi vice-presidente da Câmara entre 2021 e março de 2022 e se destacou pelo perfil crítico a Bolsonaro. Era filiado ao PL, mas deixou o partido dias depois da chegada do então presidente à legenda, em novembro de 2021.

Em dezembro passado, o PT filiou o deputado estadual Evandro Leitão, de olho na disputa pela Prefeitura de Fortaleza.

Leitão era filiado ao PDT e um dos nomes mais próximos ao senador Cid Gomes, que também deixou o partido e migrou para o PSB. O movimento teve o aval do ex-governador petista e atual ministro Camilo Santana (Educação).

Para consolidar sua candidatura, contudo, Leitão precisa enfrentar uma disputa interna acirrada que inclui outros quatro pré-candidatos à prefeitura. Destes, desponta como sua principal oponente a deputada federal Luizianne Lins, que foi prefeita de 2005 a 2012.

O PT, que não elegeu nenhum prefeito de capital em 2020, tem pré-candidatos em 16 das 26 capitais. Dentre as maiores cidades, o partido vai abdicar da candidatura própria em São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador e Recife, mas as negociações com aliados seguem até as convenções.

Dentre os demais partidos, o MDB foi um dos que mais ganhou musculatura nas últimas semanas, com a chegada de quatro novos pré-candidatos a prefeito: Gabriel Azevedo (Belo Horizonte), Igor Normando (Belém), Euma Tourinho (Porto Velho) e Dr. Furlan, que é o atual prefeito de Macapá (AP).

Em agosto passado, o partido já havia filiado o ex-prefeito de Rio Branco Marcos Alexandre, que se elegeu em 2016 pelo PT. Ele vai disputar um novo mandato com o apoio dos petistas e articula o apoio de setores da direita. Ao todo, o MDB tem pré-candidatos em 13 capitais.

Outro aliado de Lula que disputa a prevalência dentre as legendas de centro, o PSD foi mais tímido e tem como principal novidade o ex-deputado Daniel Coelho, que deve se opor ao prefeito João Campos (PSB) no Recife com o apoio da governadora Raquel Lyra (PSDB).

Dentre os atuais gestores, também mudou de partido o prefeito de Teresina, Dr. Pessoa. Isolado politicamente, ele deixou o Republicanos e se filiou ao PRD, nova legenda que surgiu a partir da fusão do PTB com o Patriota.

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