
A derrota de Flávio Bolsonaro (PL) para Lula da Silva (PT) no segundo turno da eleição presidencial também repercutiu dentro do MDB. A decisão do presidente nacional da legenda, o deputado federal Baleia Rossi (MDB-SP), de apoiar o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), provocou divisões entre os emedebistas e foi recebida com satisfação por integrantes do partido que permaneceram ao lado do atual presidente.
O MDB oficializou o apoio de 17 diretórios estaduais à candidatura de Flávio, enquanto representantes de dez estados, principalmente das regiões Norte e Nordeste, declararam apoio a Lula. O resultado expôs a divisão interna da sigla e mostrou que a posição da direção nacional não foi acompanhada por todos os grupos regionais.
Na Bahia, o vice-governador Geraldo Júnior (MDB) esteve entre os integrantes do partido que mantiveram o alinhamento com o PT. Ao longo da aliança com o governador Jerônimo Rodrigues (PT), ele também se manteve ao lado do presidente Lula, sem aderir ao movimento nacional favorável a Flávio. A trajetória política de Geraldo Jr. na chapa governista começou na eleição de 2022, quando foi escolhido para ocupar a vice-governadoria.
A divisão, porém, não significa que a ala alinhada a Lula tenha conquistado o comando nacional do partido. Baleia Rossi continua à frente da direção do MDB e mantém influência nas articulações em Brasília, onde a legenda exerce papel estratégico nas negociações com o governo federal e com o Congresso.
A derrota de Flávio foi comemorada por emedebistas fiéis a Lula, que interpretaram o resultado também como um revés político para o grupo que defendeu a aproximação com o senador. A imprensa de São Paulo, entretanto, diz que Baleia continua dispondo de instrumentos importantes para conduzir as negociações nacionais e equilibrar as forças do chamado Centrão.
No resultado oficial, Lula foi reeleito com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
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