
O PSD poderá receber tratamento privilegiado na distribuição de ministérios do quarto mandato do presidente Lula da Silva (PT). Integrantes do entorno do petista avaliam que a postura de neutralidade adotada pela legenda no segundo turno da eleição presidencial poderá render mais espaço no governo do que o concedido a outros partidos do Centrão.
Segundo informações publicadas pela Folha de S.Paulo, o partido comandado por Gilberto Kassab espera manter pelo menos três ministérios na próxima gestão. A avaliação de integrantes da sigla é que o PSD resistiu à pressão para declarar apoio a Flávio Bolsonaro (PL-RJ), enquanto outras legendas de centro se aproximaram da candidatura do senador após o resultado do primeiro turno.
A posição oficial do PSD foi de neutralidade, com liberação dos diretórios estaduais e de suas lideranças para escolherem individualmente seus apoios. O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, candidato presidencial da legenda no primeiro turno, declarou apoio a Flávio, mas a direção nacional não formalizou adesão à candidatura.
União Brasil, PP e MDB também deverão participar das conversas sobre a composição ministerial, mas enfrentam um cenário diferente nas articulações. As siglas se aproximaram da candidatura de Flávio no segundo turno, movimento que, segundo interlocutores ouvidos pela imprensa, poderá pesar nas negociações com o futuro governo.
Entre as pastas que o PSD pretende manter estão Agricultura, Minas e Energia e Pesca. Alexandre Silveira e André de Paula aparecem entre os nomes com possibilidade de permanecer na Esplanada. O deputado federal Antonio Brito (PSD-BA), que apoiou Lula na Bahia, também é mencionado nos bastidores como possível indicado para um ministério.
Apesar das expectativas de integrantes do partido, Kassab afirmou que a legenda não pretende negociar cargos em troca de apoio político. Em declaração ao UOL, o dirigente disse que o PSD poderá colaborar com medidas do governo, mas manterá independência nas votações do Congresso.
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