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quinta-feira 14 de dezembro de 2023 às 08:11h

Brasil leva ao Fórum Global de Refugiados da ONU compromissos construídos na presidência pro tempore do Mercosul

JUSTIÇA, NOTÍCIAS


O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) participa do II Fórum Global para Refugiados das Nações Unidas (ONU), em Genebra, na Suíça. O evento, realizado entre esta última quarta (13) e sexta-feira (15), tem o objetivo de compartilhar boas práticas e propor novos compromissos em prol da garantia de direitos e da integração local das pessoas refugiadas. Realizado a cada quatro anos, o Fórum reúne lideranças globais, organizações da sociedade civil, empresas, universidades, especialistas e refugiados para debater os principais desafios e avanços nas políticas para pessoas necessitadas de proteção internacional.

Nesta edição, promovida pela Agência da ONU para Refugiados (Acnur), as políticas desenvolvidas para atenção e inclusão da população refugiada no Brasil terão grande destaque. O Brasil está presente com uma ampla e diversificada delegação para apresentar boas práticas e novos compromissos do país para promover a proteção e a integração local das pessoas refugiadas. O MJSP está representado pela presidente do Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), Sheila de Carvalho, e pela coordenadora-geral do Comitê, Luana Medeiros.

O Fórum marca o comprometimento do governo brasileiro com a agenda de proteção das pessoas refugiadas. O Brasil apresentará três compromissos regionais construídos durante a presidência pro tempore do país em articulação com os países integrantes do Mercosul e seus associados, por meio do Foro de Conares do Mercosul. Os países estão comprometidos em atuar para o fortalecimento dos sistemas de refúgio, políticas de reassentamento e vias complementares e atuação para a prevenção e erradicação de apátridas na região. Tais compromissos vão resultar em uma atuação mais integrada entre os países para fortalecimento da agenda de refúgio na região.

O governo brasileiro também apresentará ao Fórum compromissos próprios abrangentes e concretos, nas temáticas de fortalecimento do sistema nacional de refúgio; concretização do direito à reunião familiar; criação de um novo programa de reassentamento e vias complementares, com um modelo de patrocínio comunitário como ferramenta de integração local; promoção da participação efetiva das pessoas refugiadas nos processos de decisão; regulamentação da Política Nacional sobre Migrações, Refúgio e Apatridia; e da Política Nacional de Saúde de Pessoas Refugiadas, Migrantes e Apátridas.

Além disso, o Brasil aderiu a um compromisso regional para a busca de proteção e soluções para pessoas refugiadas no marco da celebração do 40º aniversário da Declaração de Cartagena de 1984.

“Neste fórum global reforçamos o comprometimento do governo brasileiro com pessoas refugiadas. O cenário global nos insta a promover uma ação mais ampla para acolhimento humanitário de pessoas necessitadas de proteção internacional”, afirma a presidente do Conare, Sheila de Carvalho. “Neste ano, nos consolidamos como referências globais em políticas de refúgio para atendimento de solicitações de pessoas refugiadas, especialmente de políticas de grupos sociais em situação de maior vulnerabilidade, como afrodescendentes, mulheres em contexto de alta violência de gênero, pessoas LGBTs criminalizadas por sua existência. O Fórum nos dará uma oportunidade de ir além e aprimorar as políticas para atenção, inclusão e integração sócio-econômicas que estamos desenvolvendo no âmbito do governo brasileiro”, explicou.

Atualmente existem mais de 114 milhões de pessoas em situação de deslocamento forçado em todo o mundo.

Evento e compromissos

A programação do evento está disponível nesta página (em inglês) . Eventos vinculados, cuja programação já se inicia nesta quarta-feira (13) e que contam com a participação do governo brasileiro estão listados nesta página (em inglês) .

Os compromissos assumidos pelo Brasil podem ser encontrados em plataforma própria, lançada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública em parceria com o Acnur, Agência da Onu para Refugiados.

A plataforma traz, além dos compromissos assumidos em 2019 e em 2023, um mapa interativo que permite a visualização das pessoas refugiadas, solicitantes de refúgio e pessoas em necessidade de proteção internacional no país.

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