
A disputa pela presidência do Senado em 2027 começa a aproximar Rogério Marinho (PL-RN) e Tereza Cristina (PP-MS), que têm um adversário em comum: o atual presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), aliado do presidente Lula (PT).
Após o PL oficializar a candidatura de Marinho, o líder do partido no Senado, Carlos Portinho (PL-RJ), destacou a necessidade de união entre os dois parlamentares para enfrentar Alcolumbre. “A gente tem um adversário em comum. Precisamos estar unidos”, afirmou.
Marinho já declarou que pretende construir um entendimento com Tereza Cristina para evitar uma divisão de votos entre nomes do mesmo campo político. A senadora, por sua vez, mantém sua pré-candidatura e defende o objetivo de se tornar a primeira mulher a presidir o Senado na história.
O principal obstáculo aos planos da oposição é a articulação de Alcolumbre para permanecer no comando da Casa. O senador conta com o apoio do governo Lula e de partidos como PT, MDB, PSD, União Brasil e PP, além de setores do Centrão.
A proximidade política entre Lula e Alcolumbre ficou mais evidente após as eleições presidenciais. Segundo informações divulgadas pela CNN Brasil, o presidente assegurou apoio do governo à recondução do senador ao comando do Senado.
A eleição está marcada para 1º de fevereiro de 2027. O presidente eleito terá influência direta sobre a agenda legislativa, a pauta de votações e a condução dos trabalhos da Casa.
Com a maior bancada do Senado eleita em 2026, o PL aposta na união das forças de oposição para tentar impedir a reeleição de Alcolumbre. A definição sobre quem representará esse grupo deverá ocorrer durante as negociações que antecedem a votação.
Mín. 24° Máx. 27°