
O secretário nacional de Comunicação do Partido dos Trabalhadores, Éden Valadares, defendeu a continuidade da mobilização nas redes sociais após a vitória de Lula da Silva (PT) na eleição presidencial. Segundo o dirigente, a atuação nos canais digitais deverá ser mantida como instrumento de comunicação política, esclarecimento da população e fortalecimento da governabilidade no novo mandato.
Em declaração divulgada nesta quinta-feira (5), Éden afirmou que as plataformas digitais podem ajudar o governo a apresentar suas posições sobre temas nacionais e explicar decisões políticas e institucionais, inclusive medidas aprovadas pelo Congresso Nacional e pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
“Isso pode ajudar a dar governabilidade, no sentido de que a gente pode jogar luz e esclarecer e posicionar o governo”, afirmou o secretário.
Éden também reconheceu a participação do deputado federal André Janones (Rede-MG) e do chamado Exército do Lula na mobilização de apoiadores durante o segundo turno. O canal organizado pelo parlamentar no WhatsApp ultrapassou 10 milhões de seguidores e se tornou uma das principais estruturas de mobilização digital da campanha.
Na avaliação do dirigente petista, a experiência demonstrou que a mobilização eleitoral não ficou restrita aos partidos e às suas militâncias. Ele destacou a participação de diferentes setores da sociedade, incluindo movimentos sociais, juventudes, estudantes e organizações populares.
“Há algo que nunca aconteceu na história do país, que é uma grande mobilização cívica, uma grande mobilização da cidadania”, declarou Éden. O secretário ressaltou que, embora o PT e seus militantes tenham desempenhado papel importante, o movimento envolveu uma parcela mais ampla da população.
A defesa de uma mobilização permanente ocorre em meio às articulações do PT para manter presença nas redes sociais durante o novo governo. A intenção é utilizar os canais digitais não apenas em períodos eleitorais, mas também para divulgar iniciativas da administração federal, responder a críticas e disputar espaço no debate público.
A atuação de Janones durante a campanha também ampliou a discussão sobre o papel de estruturas digitais na política brasileira. O deputado afirmou que pretende continuar na Câmara dos Deputados e colaborar com o governo, sem assumir um ministério.
A declaração de Éden reforça a estratégia de manter os apoiadores mobilizados depois da eleição, com participação nas discussões nacionais e divulgação das posições do governo Lula.
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