
A Petrobras elevou em 7,2% o preço do querosene de aviação (QAV) vendido às distribuidoras a partir deste domingo (1º). O aumento representa R$ 0,45 por litro em relação ao valor praticado em outubro e pode pressionar os custos das companhias aéreas.
Segundo a estatal, o reajuste acompanha a alta das cotações internacionais do combustível, em meio ao agravamento das tensões geopolíticas no Oriente Médio e à redução da capacidade de refino na Rússia e na Ucrânia, em consequência da guerra entre os dois países.
O aumento ocorre após outro reajuste expressivo em outubro, quando o QAV subiu 11,76%. Até setembro, a alta acumulada no ano era de 53,3%, mas a Petrobras deixou de divulgar esse percentual nos comunicados mais recentes.
A Petrobras informou que os preços do querosene de aviação são atualizados mensalmente, conforme uma fórmula paramétrica prevista em contrato. O mecanismo funciona como uma proteção contra oscilações bruscas do mercado internacional, permitindo que os aumentos no Brasil sejam mais moderados.
Nos principais mercados internacionais, os preços do combustível destinado às companhias aéreas podem ser revistos diariamente, acompanhando mais rapidamente as mudanças nas cotações.
A estatal afirma que, desde o início do conflito no Oriente Médio, as altas acumuladas no mercado internacional foram superiores às registradas no Brasil. Por isso, considera que o preço praticado no país permanece competitivo em comparação com os valores cobrados no exterior.
O querosene de aviação é um dos principais componentes dos custos operacionais das companhias aéreas. Com os reajustes consecutivos, o aumento das despesas com combustível pode influenciar o preço das passagens e o planejamento das empresas do setor.
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