
O governador Jerônimo Rodrigues (PT) oficializou nesta sexta-feira (30) o retorno de Adolpho Loyola ao comando da Secretaria de Relações Institucionais (Serin). A recondução, publicada no Diário Oficial do Estado, recoloca um dos principais articuladores do governo no centro das negociações políticas com prefeitos, deputados, partidos aliados e lideranças municipais. Nos bastidores, o movimento também fortalece o nome de Loyola como uma das principais apostas para disputar o governo da Bahia em 2030.
A projeção do secretário está relacionada à confiança de Jerônimo e ao papel que desempenhou nas duas campanhas eleitorais do governador. Em 2022, Loyola participou da coordenação política que levou o petista ao Palácio de Ondina. Neste ano, assumiu a coordenação-geral da campanha de reeleição, encerrada com a vitória de Jerônimo ainda no primeiro turno. A experiência ampliou sua presença nas articulações internas e sua influência no grupo político.
A trajetória de Adolpho Loyola no PT começou no movimento estudantil, em Teixeira de Freitas. Natural de Itanhém, no extremo sul baiano, ele se mudou para Salvador para estudar na Universidade do Estado da Bahia (Uneb), onde participou do Diretório Central dos Estudantes. Sua entrada profissional na política ocorreu como assessor do ex-deputado Emiliano José, com quem trabalhou na Assembleia Legislativa, na Câmara dos Deputados e no Ministério das Comunicações.
Posteriormente, Loyola atuou na Casa Civil da Presidência da República durante a gestão de Jaques Wagner, como assessor especial. Também ocupou funções na estrutura do governo baiano e participou da articulação política do PT. Na legenda, integrou a executiva estadual e exerceu a função de secretário de Comunicação ao lado do então presidente estadual Éden Valadares.
Em 2018, participou da articulação eleitoral do PT e de partidos aliados na campanha ao Senado. Quatro anos depois, voltou a atuar diretamente em uma disputa pelo governo estadual, coordenando a campanha de Jerônimo. Após a vitória, foi chamado para chefiar o gabinete do governador e, posteriormente, assumiu a Serin, uma das pastas estratégicas da administração estadual.
A possibilidade de Loyola disputar a sucessão em 2030 ganhou força depois de sua atuação na campanha deste ano. O cenário é acompanhado nos bastidores do PT, especialmente diante da perspectiva de que Jerônimo possa deixar o governo ao final do segundo mandato e disputar outro cargo.
Apesar das especulações, Loyola já afirmou publicamente que não tem pretensão eleitoral no momento. Em entrevista ao BNews Agora, após a reeleição de Jerônimo, disse que prefere atuar na articulação política e que se considera um “soldado do grupo”, sem descartar assumir uma missão caso seja chamado. A declaração mantém aberta a possibilidade de seu nome ser apresentado futuramente pelo grupo.
Além do retorno de Loyola, Jerônimo também reconduziu Fabya Reis (PT) à Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social (Seades). Os dois haviam deixado os cargos em agosto para se dedicar integralmente à campanha eleitoral. Durante o afastamento de Loyola, a Serin ficou sob responsabilidade de Jonival Lucas, que agora retorna à função de chefe de gabinete.
Com a volta à secretaria, Loyola reassume a tarefa de aproximar o governo dos 417 municípios baianos e administrar a relação política com a base aliada. A função deve ampliar ainda mais sua exposição no estado.
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