
A prefeita de Conceição do Jacuípe, Tânia Yoshida (PSD), é alvo de acusações de pressão política sobre servidores municipais e de exoneração de uma funcionária que declarou apoio ao presidente Lula da Silva (PT). O caso ganhou repercussão nesta semana, após relatos de uma ex-servidora sobre possíveis represálias relacionadas ao segundo turno das eleições presidenciais, realizado no último domingo (25).
Segundo reportagem do Bahia Notícias, a ex-funcionária, que preferiu não se identificar, afirmou que a prefeita teria convocado servidores para conversas particulares e manifestado interesse em que votassem no senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A mulher relatou que declarou apoio a Lula durante uma dessas conversas e, posteriormente, recebeu a notícia de sua exoneração.
“O voto é livre, não existe isso de coagir o funcionário, o voto é livre. Eu fiquei indignada. A eleição foi no domingo e na segunda-feira saiu minha exoneração”, afirmou a ex-servidora, conforme o BNews.
A exoneração foi publicada no Diário Oficial do Município em 26 de outubro, um dia depois do segundo turno. A denunciante também relatou que funcionários teriam sido expostos publicamente por causa de suas posições políticas.
Em nota, a Prefeitura de Conceição do Jacuípe negou que a administração tenha promovido demissões por motivação político-partidária. Segundo a gestão, não houve uma série de exonerações relacionadas ao resultado eleitoral, mas um desligamento pontual, motivado por uma suposta ocorrência de desrespeito à autoridade da prefeita.
A administração também contestou a declaração atribuída à gestora sobre possíveis demissões de funcionários que votassem em Lula. A prefeitura afirmou ainda que Tânia Yoshida é eleitora do presidente e do ex-governador Rui Costa.
A gestão municipal acrescentou que não admite ameaças ou constrangimentos em razão de posicionamentos políticos e defendeu o respeito à liberdade de escolha dos servidores.
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