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Mesmo endinheirados não é garantia de ser eleito

terça-feira 28 de agosto de 2018 às 04:04h

Dinheiro não é problema para dezenas de candidaturas nestas eleições. Segundo as declarações de bens no Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal, cada um destes endinheirados tem na conta mais de R$ 10 milhões. Bem acima da média entre os candidatos registrados. Entre eles um nome fica fora da curva. O patrimônio declarado de Fernando de Castro Marques (SD), candidato ao Senado Federal está no patamar de R$ 667.953.170,44.

Marques é dono da União Química. A título de comparação, o patrimônio do empresário farmacêutico faz sombra nos bens do presidenciável João Amoêdo (Novo), cujas posses somam R$ 425 milhões.

A conta também deixa para trás outro pretendente ao Palácio do Planalto Henrique Meirelles (MDB). Afinal para o Tribunal Superior Eleitoral, o ex-presidente do Banco Central e ex-ministro da Fazenda declarou ter R$ 377 milhões.

Só, verba não leva eleição, mas ajuda

Dinheiro não ganha a eleição, mas ajuda e muito. Na avaliação do analista político Marcelo Moraes, a micro-reforma eleitoral tentou equilibrar as condições de competição entre ricos e pobres nas urnas. Mas, apesar da imposição de tetos para campanhas do fechamento das portas para doações de empresas, o poder econômico ainda é um diferencial competitivo.

“Com o encurtamento da campanha, aqueles com candidatos com mais recursos próprios passam a ter uma vantagem sobre os demais. O valor de doação da pessoa física é menor do que o das pessoas jurídicas. E a doação pelo CNPJ é mais fácil do que pelo CPF”, argumenta. Além disso o novo modelo, favorece os nomes com melhor relação com as executivas do partidos.

“Quem for próximo a executiva, tem mais chance de ser beneficiado pelo Fundo Eleitoral”, explica. Apesar das distorções econômicas ainda estarem presentes, Moraes julga que houve avanço. “A micro reforma foi um passo para o equilíbrio, no qual a escolha do eleitor será em função de propostas e não de pirotecnia de campanha”, conclui.

Entenda

Riqueza não importa, mas apenas se é lícita Não se pode medir um candidato pela declaração do Imposto de Renda, segundo o analista político Marcelo Moraes. “Não importa o quanto o candidato declarou. O que importa é se a origem do dinheiro é lícita. É bom trazermos novos players para a política. E a vida política não medida por uma declaração do IR alta ou baixa. Ela é democrática. E um candidato bem sucedido tem um bom cartão de visitas”, comenta.

Os tetos eleitorais são: para o cargo de presidente da República o teto será de R$ 70 milhões para o primeiro turno, valor que pode ser acrescido em R$ 35 milhões caso haja segundo turno. Para governador da Bahia no primeiro turno, R$ 14.000.000; em um eventual segundo serão R$ 7.000.000. Para senador, são R$ 3.000.000 , para deputado federal, R$ 2.500.000, e para distrital, R$ 1.000.000.

As novas regras também impõem limites para as doações de pessoas físicas.

 

 

Por Francisco Dutra

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