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segunda-feira 6 de dezembro de 2021 às 06:15h

“É possível ter diálogo, mas ele (ACM Neto) aceita Bolsonaro no palanque?”

NOTÍCIAS, POLÍTICA


O ministro da Cidadania, João Roma (Republicanos), voltou a não descartar em entrevista ao jornal Tribuna sobre a possibilidade de uma reconciliação com o ex-prefeito soteropolitano ACM Neto (DEM/União Brasil). Roma disse que não há “impeditivo” para haver um diálogo entre eles, mas o ministro afirmou que o ex-aliado precisa aceitar apoiar a reeleição do presidente Jair Bolsonaro (PL) para ocorrer a retomada dos laços políticos.

Confira abaixo:

Tribuna – O presidente Jair Bolsonaro se filiou ao PL para disputar a reeleição. O senhor tem conversado com o PL também? Pode se filiar ao partido?

João Roma – O tripé que dá sustentação ao presidente Bolsonaro hoje é composto pelo PP, Republicanos e pelo PL. A filiação do presidente ao PL não quer dizer que haja uma avalanche em cima do PL. E, cada vez mais, a gente precisa sim compor essa unidade para que todos os demais partidos estejam sintonizados no projeto de reeleição do presidente Bolsonaro. Então, eu sou do Republicanos. Sou, inclusive, ministro a aval do Republicanos. E não houve se aventou a (minha) filiação ao PL não. O que foi conversado nisso tudo é acerca do apoio do PL a uma possível candidatura minha ao governo do estado da Bahia.

Tribuna – E como é que ficou essa situação?

João Roma – Houve a sinalização positiva do presidente Bolsonaro, que conversou lá com o Valdemar (Costa Neto, presidente nacional do PL), mas ainda embrionário. Assim como o presidente comentou sobre outras candidaturas. Ele falou de Tarcísio (Gomes, ministro da Infraestrutura. Então, estamos ainda de maneira embrionária buscando essa composição, que envolve aí Republicanos, PL. O PP ainda não, nesse momento, uma vez que o PP tem uma nuance específica no estado. Então, o que está se colocando hoje, portanto, é uma movimentação em torno de uma possível candidatura minha ao governo do estado da Bahia, que já vem sendo noticiada. No momento lá falou que São Paulo na história (sobre sua filiação ao PL), também estava envolvido na história o estado da Bahia.

Tribuna – Agora, o Republicanos tem sinalizado que vai apoiar a candidatura do ex-prefeito ACM Neto. Como é que o senhor vê essa situação?

João Roma – Não, não, não. Não teve nenhuma declaração (de apoio do Republicanos a ACM Neto).

Tribuna – O presidente do Republicanos na Bahia, Márcio Marinho, disse que vai apoiar ACM Neto.

João Roma – Não.

Tribuna – Mudou alguma coisa. Como é que está? 

João Roma – Ligue para ele agora e pergunte se tem essa declaração. Não tem nenhuma declaração aqui. Nós estamos tratando, dentro do Republicanos, é justamente buscando sintonizar internamente e ainda não há uma definição sobre qual o melhor projeto para o partido. Mas a tendência é que a gente siga sim no projeto até para dar suporte assim como se tem sido nacionalmente. Dá suporte à reeleição do presidente Bolsonaro para que ele tenha sim palanque no quarto maior colégio eleitoral do Brasil, que é a Bahia.

Tribuna – Na pesquisa do Instituto Time Big Data, o senhor aparece com 9%. Como viu seu desempenho, e o de seus possíveis adversários Jaques Wagner e ACM Neto?

João Roma – Primeiro, eu fiquei muito feliz porque apareci com 9% de maneira espontânea, uma vez que sequer ainda declarei que sou candidato a governador. Mas as pessoas têm percebido a importância do nosso trabalho, em especial, para os mais necessitados. Então, fiquei muito feliz com o reconhecimento dos baianos em relação ao meu trabalho, à minha conduta na vida pública. Sobre o cenário para o próximo ano, isso revela já o início, a tendência de polarização aqui. É natural. As eleições gerais naturalmente são eleições que têm um forte um forte traço de vinculação. Então, o presidente Bolsonaro tem hoje mais de 25% de intenção de voto no estado da Bahia. Além disso, ele tem feito muito pela Bahia e pelos baianos. Não só na questão de infraestrutura como duplicação de BR, como a Ferrovia Oeste-leste e várias obras que eram monumentos ao descaso, e que hoje chegam para benefício da população. Como questões cruciais, como aqui nós estamos pilotando no Ministério da Cidadania, através do Auxílio Brasil, que consegue melhorar a vida de milhões de baianos e também a vacinação.  Eu estive em Salvador com o ministro (da Saúde) Queiroga, na assinatura que se contrata mais de 100 milhões de doses da Pfizer. Então, isso eu acho que faz uma grande diferença, porque o governo da Bahia faz propaganda da Sputnik, mas a vacina que chega no braço do baiano é a vacina que o presidente Bolsonaro tem mandado para Bahia. Todas as vacinas que foram recebidas, apesar de ninguém ter dado o crédito, são vacinas enviadas governo federal ao estado da Bahia. Foi um grande investimento e não faltou recursos para isso. Então, acho que é um grande reconhecimento ao papel que o presidente Bolsonaro tem desempenhado no estado da Bahia. Isso naturalmente vai refletir em uma maior aceitação de nossa caminhada no próximo ano.

Tribuna – O governador Rui Costa disse que não vai servir de muleta, sugerindo que não vai entrar em polarização com o senhor. Como o senhor viu essa declaração?

João Roma – Eu respondi isso. Eu disse que nosso pensamento realmente era bem diferente, porque eu já achava que era eu que carregava o peso nas costas de ter um governador que não ajuda para que o governo federal possa sim ajudar a população baiana. A Sputnik, que ele fez propaganda, não chegou na Bahia. Quem chegou na Bahia foi a vacina que o governo federal mandou. E aí fica a pergunta, quem vai ressarcir o cofre público de uma propaganda indevida? Ele encheu a cidade de outdoor falando de Sputnik, deu várias entrevistas falando de Sputnik, mas não tem Sputnik nenhuma. Sequer tem registro na Anvisa. E aí a vacina que está chegando para o baiano, e não faltou a vacina foi enviada pelo governo federal. Mas a visão é de distinta porque, enquanto o Rui Costa não quer servir de muleta, ele tem sio um peso porque para gente ajudar os baianos. Poderia ter um governador que ajudasse nisso aí. Ele não tem contribuído muito menos sido grato por todas as ações que o governo federal tem desenvolvido na Bahia. Eu tenho buscado a todo tempo estender minha mão e ajudar a Bahia em todos os assuntos desde quesitos burocráticos até no aumento de investimentos. E o governador não reconhece o trabalho que tem sido feito em benefício do estado da Bahia.  É crescente o investimento do governo federal no estado da Bahia. E o governador Rui Costa sequer faz o registro. Não tem sido grato.

Tribuna – Há alguma possibilidade de aliança entre o senhor e o ex-prefeito ACM Neto?

João Roma – Eu tenho dito que converso com todos os agentes da política.  Eu sou deputado federal licenciado, mantenho um excelente diálogo com todos do mundo político, mas a questão com o ACM Neto é que não há diálogo realmente desde o último dia 12 de fevereiro. Mas também não é impeditivo. É possível ter. Mas é possível também ter clareza nos projetos. Eu estou no projeto que dará suporte à reeleição do presidente Bolsonaro. Ele aceita Bolsonaro no palanque? Então, se não há intuito dele em se aproximar do presidente Bolsonaro, não temos equação política.

Tribuna – A sua esposa Roberta Roma fez, recentemente, críticas a ACM Neto. Inclusive, se referiu a ele de “coronelzinho” e “velho travestido de novo”. Como o senhor viu essas declarações?

João Roma – Roberta tem opiniões próprias e o que foi dito, foi dito. Muita coisa acontecendo no cenário baiano e às vezes as coisas são externadas, né.

Tribuna – Como o senhor viu a entrada do ex-juiz da Lava Jato, Sergio Moro, no cenário político-eleitoral? Ele tira votos de Bolsonaro?

João Roma – Olha, eu permaneço com a mesma visão sobre o cenário político do próximo ano. Eu observo um cenário político polarizado entre o PT e Bolsonaro, com esses dois players, cm essas duas fortes candidaturas no cenário. Isso dificulta o surgimento de uma terceira via para Moro, para Ciro Gomes, para o próprio Dória, pois uma vez que tem na disputa dois candidatos, que já começam na casa de 30% dos votos, de uma maneira já consolidada, fica muito difícil para uma terceira via ocupar um espaço maior nessa disputa.

Tribuna – Em que pé está o projeto do Auxílio Brasil, ministro? E qual a marca que o senhor que deixar no Ministério da Cidadania?

João Roma – A marca de uma evolução nas políticas de transferência de renda e de assistência social no Brasil. O Ministério da cidadania é o braço social do governo Bolsonaro, e eu estou dedicando muita energia para que a gente possa superar entradas burocráticas e, cada vez mais, atender os mais necessitados do nosso Brasil. Estou muito satisfeito com os avanços que nós temos obtidos. O Auxílio Brasil é um exemplo desses avanços, pois é uma política permanente de Estado, que chega fortalecido e integrando política públicas para ir além de uma tenda e proteção social. Chegando a esta população com uma possibilidade de transformação social, interligando políticas públicas e fortalecendo, portanto, que cada família possa assim alcançar um protagonismo maior na sociedade, conquistar melhor qualidade de vida para sua família. Graças a Deus, estamos avançando em pautas importantes. E conseguindo ajudar muito os brasileiros. Assinamos um termo que vai levar a tarifa social de energia para mais de 12 milhões de brasileiros. Temos também o vale gás. Tem o avanço em toda essa parte de combate à fome. Nós estamos conseguindo grandes avanços. Então, são assuntos muito importantes e que está deixando muito entusiasmado com a possibilidade de transformar a vida de tanta gente.

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