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sábado 27 de janeiro de 2024 às 08:22h

Trump terá que pagar R$ 408 milhões em caso de difamação

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Júri de Nova York determinou que montante seja pago à escritora E. Jean Carroll por comentários difamatórios feitos pelo magnata em 2019, quando era presidente dos EUA.Um júri de Nova York determinou nesta última sexta-feira (26) que o ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump pague 83,3 milhões de dólares (ou R$ 408,49 milhões) à escritora E. Jean Carroll em um caso de difamação.

Após duas semanas de julgamento, que contou com a presença regular de Trump, o veredito foi proferido pelo júri composto de sete homens e duas mulheres. O ex-presidente, porém, não esteve presente no momento da divulgação da sentença, uma vez que deixou abruptamente a sessão na tarde desta sexta durante os argumentos finais da defesa de Carroll.

O júri considerou o ex-presidente culpado dos danos infligidos a Carroll em comentários difamatórios feitos em julho de 2019, enquanto era presidente dos EUA, e condenou-o a pagar 18,3 milhões de dólares em indenizações compensatórias e mais 65 milhões por danos punitivos.

O caso se refere a declarações feitas por Trump em 2019, quando Carroll, ex-colunista da revista Elle, publicou em um livro de memórias que havia sido estuprada por Tump em uma loja de departamentos de luxo em Nova York na década de 1990.

Na época do lançamento do livro, Trump chamou Carroll de “doente mental” e incitou seus apoiadores contra ela. A escritora acusou Trump de arruinar sua reputação e sua defesa exigia uma indenização de cerca de 24 milhões de dólares, bem abaixo do estipulado pelo júri.

Esta é a segunda vez que Carroll vence um julgamento contra Trump. Em maio de 2023, um júri condenou o ex-presidente por abuso sexual da ex-colunista, assim como por difamação por comentários feitos em 2022. Na ocasião, ele foi condenado a pagar 5 milhões de dólares.

Depoimento de Caroll

Durante o julgamento, Carroll disse que as declarações públicas de Trump fizeram com que ela recebesse ameaças de morte.

“Ele destruiu a minha reputação”, afirmou. “Estou aqui para recuperá-la e impedi-lo de contar mentiras sobre mim”, acrescentou.

“Anteriormente, eu era conhecida simplesmente como jornalista e tinha uma coluna, e agora sou conhecida como mentirosa, uma fraude e uma maluca”, testemunhou Carroll.

A defesa de Trump, por sua vez, disse aos jurados que Carroll enriqueceu com as acusações contra o ex-presidente e alcançou a fama que tanto desejava.

Trump diz que veredito é “totalmente ridículo

O ex-presidente classificou o veredito como “totalmente ridículo” e disse que a decisão é um sinal de que o sistema jurídico americano “está fora de controle e sendo usado como arma política”.

Trump, de 77 anos, vem negando veementemente as acusações nos últimos cinco anos e tem continuado a atacar Carroll, de 80 anos.

“Absolutamente ridículo! Discordo totalmente de ambos os vereditos e irei apelar de toda essa caça às bruxas dirigida por Joe Biden [presidente dos Estados Unidos] focada em mim e no Partido Republicano”, escreveu Trump em sua rede social, a Truth Social. “Isto não é a América!”, acrescentou.

Embora não haja provas de que Biden ou qualquer pessoa na Casa Branca tenha influenciado qualquer um dos processos legais contra o magnata, a linha de argumentação de Trump tem repercutido entre seus apoiadores mais leais, que veem os processos com ceticismo.

O julgamento chegou ao fim em um momento em que Trump busca a indicação do Partido Republicano para disputar a Presidência dos EUA pela terceira vez consecutiva. Trump tem procurado transformar os seus vários julgamentos e vulnerabilidades jurídicas numa vantagem, retratando-os como prova de um sistema político armado.

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