sexta-feira 19 de julho de 2024
Delegado-adjunto da Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos, Eduardo Dal Fabbro - Foto: Divulgação
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quinta-feira 18 de janeiro de 2024 às 15:19h

Polícia investiga fraudes em prefeituras da Bahia e outros estados e deu golpe de R$ 21 milhões em banco

JUSTIÇA, NOTÍCIAS


A Polícia Civil do Distrito Federal investiga um grupo criminoso que fraudava pagamentos de boletos e deu golpe de R$ 21 milhões em um banco privado entre janeiro do ano passado e este ano. Ao todo, foram cumpridos dez mandados de prisão temporária e 15 de busca e apreensão, com apoio de 115 policiais em nove estados do país.

O golpe era aplicado com a falsificação do QR Code Pix de guias de arrecadação, inserindo valores menores que a cobrança real. Segundo o delegado-adjunto da Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos, Eduardo Dal Fabbro, a investigação começou com a denúncia de um dos bancos alvo do golpe.

“O grupo explorou uma vulnerabilidade na plataforma da instituição financeira, que possibilitava inserir a linha digital no campo específico e na hora de pagar gerava um QR Code com o valor manipulado. Então, as guias de R$5 milhões acabavam sendo pagas com 30 centavos”, explica o delegado

A operação cumpriu dez mandados de prisão temporária e 15 de busca e apreensão, que contou com o apoio das Polícias Civis de:

  • São Paulo,
  • Mato Grosso,
  • Santa Catarina,
  • Minas Gerais,
  • Bahia,
  • Maranhão,
  • Amapá,
  • Goiás e
  • Rio de Janeiro

O esquema contava com um grupo que identificava a vulnerabilidade nos pagamentos e um grupo que atuava dentro de prefeituras para emitir as guias falsas nas prefeituras de Morros (MA), Ubaitaba (BA), Serra do Navio (AP), Jacinto (MG) e Acorizal (MT).

Eduardo Dal Fabbro diz que durante as investigações “ficou evidenciado que os criminosos gastaram grande parte do dinheiro com festas e bens de luxo, como carros”.

Os envolvidos utilizavam empresas para permitir a retirada dos recursos ilícitos das contas das prefeituras. A operação contou com o apoio das polícias civis de São Paulo, Mato Grosso, Santa Catarina, Minas Gerais, Bahia, Maranhão, Amapá, Goiás e Rio de Janeiro. Segundo a polícia civil do DF, esta é uma das mais significativas operações contra crimes cibernéticos e lavagem de dinheiro no Brasil.

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