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domingo 28 de novembro de 2021 às 08:24h

Petrobras e Cade chegam a acordo sobre Abreu e Lima em Pernambuco: refinaria precisa ser vendida até o fim de 2022

JUSTIÇA, NEGÓCIOS, NOTÍCIAS


A direção da Petrobras e o comando do Conselho Administrativo de Defesa Econômica  (Cade) entraram segundo o jornal O Globo, um acordo sobre a venda da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco.

O prazo máximo dado pelo Cade era 30 de outubro. Mas a última tentativa de venda fracassou em agosto, quando as duas candidatas — ambas empresas da Índia — desistiram de fazer uma oferta no momento final do leilão.

Agora, a Petrobras tem até o fim de 2022 para tentar se desfazer do negócio.

A Rnest está parcialmente construída em Suape, já que o segundo trem não foi concluído. A construção foi interrompida quando a Petrobras se envolveu nos esquemas de corrupção diagnosticados pela operação Lava-Jato. A previsão é que o novo parceiro privado conclua o trem 2, que, segundo a Petrobras, está com 80% da realização física. A conclusão deve ser de interesse do novo parceiro privado principalmente para que ele gere receita, o que não acontece hoje, diz o jornal Diário de Pernambuco. A expectativa é que a finalização leve a produção à capacidade total.

“O projeto inicial era de operar 235 mil barris por dia, mas está produzindo entre 80 mil e 85 mil. A expectativa é subir neste ano para entre 100 mil e 115 mil, o que já representa uma melhora. Então esperamos que o operador privado adquira e execute o que estava previsto aqui, para chegar na produção máxima. Mas também estamos animados porque, depois disso, traz novas perspectivas. E Pernambuco vai ter um ganho muito grande, tanto de investimentos na obra, na movimentação e em novos produtos que podem ser produzidos”, afirma Bruno Schwambach, secretário de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco.

Segundo Leonardo Cerquinho, presidente do Complexo Industrial Portuário de Suape, a conclusão da refinaria aumentaria em 50% a capacidade de movimentação do Porto de Suape, que bateu o recorde antes da pandemia, em 2019, com 23,8 milhões de cargas movimentadas. “Mas ainda não tem prazo para concluir. Esperamos que ela seja vendida no próximo ano, comece as obras em 2023 e que um prazo de três anos seria verossímel para concluir, ou seja, entre 2026 e 2027”, explica.

E o jornal diz que em um ano eleitoral, com muitas de incertezas, não será um processo simples, mesmo sendo a refinaria mais moderna da estatal.

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