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quinta-feira 4 de agosto de 2022 às 16:25h

Pesquisa busca voluntários para monitorar anúncios eleitorais no Facebook

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Pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e do Laboratório de Informática de Grenoble (LIGLAB), na França, vão passar a monitorar anúncios eleitorais e políticos visualizados por brasileiros no Facebook. Batizado de CampanhaSemFake, o projeto pretende funcionar como uma auditoria independente das propagandas que circulam na plataforma. O objetivo é monitorar irregularidades, como a divulgação de desinformação, e verificar se a Meta disponibiliza todas as propagandas relacionadas ao contexto político do Brasil em sua biblioteca pública de anúncios.

Para fazer o monitoramento, os pesquisadores estão em busca de voluntários que possam instalar um plugin no Chrome, navegador de internet do Google, capaz de coletar dados sobre as postagens patrocinadas visualizadas por eles na rede social. Para fazer a instalação, basta acessar o site do projeto.

A Meta mantém o site de transparência no ar desde 2018. Na página, ficam armazenados por sete anos anúncios classificados como sensíveis, isto é, os ligados a temas sociais, política e/ou eleições, com a indicação de quem pagou por eles. A classificação é feita pelos próprios anunciantes e revisada pela plataforma, com um sistema automatizado e curadoria humana.

Professor de Ciência da Computação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e um dos responsáveis pelo CampanhaSemFake, Fabrício Benevenuto explica que o projeto vai verificar se há casos de anúncios não categorizados de forma adequada pela Meta:

— A biblioteca é super relevante e bem-vinda ao trazer mais transparência. Mas estamos preocupados com a propaganda que pode não cair nessa biblioteca. O algorítimo usado não é aberto e não está claro o que a plataforma considera como conteúdo político ou social. O objetivo é fazer uma auditoria independente para que, se acontecer algo irregular e o Facebook não estiver fazendo o monitoramento adequado, seja possível fazer correções.

Críticas à falta de transparência

A ferramenta de transparência de anúncios políticos da Meta foi alvo recentemente de cobranças em um documento tornado público com a assinatura de mais de 90 organizações da sociedade civil e pesquisadores. O texto traz dezenas de recomendações sobre moderação de conteúdo, transparência de anúncios, violência política contra minorias e combate a redes de desinformação. Um dos pedidos é que empresas como a Meta e o Google garantam que todos os anúncios com conteúdo sensível e políticos sejam classificados como tal e estejam disponíveis no repositório da biblioteca de anúncios.

A avaliação de pesquisadores ouvidos pelo Globo é que as ferramentas de transparência disponíveis são insuficientes para monitorar a circulação e o gasto com conteúdos impulsionados na pré-campanha e durante as eleições. Uma pesquisa da Universidade Católica de Leuven, na Bélgica, e da Universidade de Nova York analisou 33,8 milhões de anúncios no Facebook entre 2020 e 202, visíveis em diversos países, e apontou falhas na transparência da plataforma. Os dados mostraram que o Facebook tomou a decisão errada sobre a classificação de anúncios sensíveis em 83% dos casos monitorados. A conta inclui tanto anúncios políticos em excesso quanto ausentes. O último grupo foi maioria e representou 62% desses casos. Mais de 13 mil anúncios sensíveis no Brasil não foram identificados, ainda segundo a pesquisa.

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