A polícia italiana disse neste sábado (28) que investiga ataques cibernéticos reivindicados por um grupo pró-Rússia que visava vários sites, incluindo dos aeroportos de Milão e do Ministério das Relações Exteriores. As informações são do jornal The Guardian.
Os sites do ministério, dos aeroportos de Malpensa e Milão-Linate, e os sistemas de transporte em Siena e Torino foram atingidos, segundo o porta-voz da polícia nacional de segurança cibernética, Marco Valerio Cervellini.
O grupo de hackers pró-Rússia NoName057(16) assumiu a responsabilidade pelos ataques em uma postagem no Telegram, disse Cervellini no LinkedIn.
Os especialistas investigam os autores do ataque e também estão apoiando os alvos envolvidos na restauração dos sistemas.
O grupo de hackers o é conhecido por ter como alvo instituições públicas e setores estratégicos nos países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) que apoiaram a Ucrânia na sua luta contra a invasão russa.
O “princípio-chave” para o fim do conflito na visão russa é a Ucrânia não aderir, ou manter qualquer tipo de laço, com a Otan. Isso incluiria a proibição da realização de exercícios militares em solo ucraniano com a participação de tropas estrangeiras.
Mesmo que a Otan já tenha sinalizado que a entrada da Ucrânia na aliança é um processo “irreversível”, o secretário-geral da aliança militar deixou claro que isso não está nos planos de um futuro próximo da coalizão.