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segunda-feira 13 de maio de 2024 às 17:19h

Obras de contenção de enchentes se arrastam por décadas na Bahia e outros estados

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Apesar dos anúncios de verbas emergenciais por parte dos governos federal e estaduais para lidar com desastres naturais e reconstruir áreas afetadas, a segurança dos moradores em regiões propensas a enchentes permanece incerta. Em pelo menos seis estados brasileiros – Bahia, Espírito Santo, Pernambuco, Rio de Janeiro, Santa Catarina e São Paulo – projetos de obras para conter os impactos de fenômenos naturais se arrastam por até 15 anos, com promessas de gastos que totalizam R$ 7,3 bilhões, valores corrigidos.

Entre os casos alarmantes está o de Mauá, em São Paulo, onde o Jardim Zaíra enfrenta o risco constante de deslizamentos há décadas. Apesar das mortes registradas na região nos anos 1990 e 2010, as obras de contenção pouco avançaram, deixando famílias expostas ao perigo.

Em Pernambuco, o cenário não é diferente. Após um dos piores desastres ambientais da história do estado em 2010, quando chuvas elevaram o nível do Rio Una, causando mortes e deixando milhares desalojados, promessas de construção de barragens para evitar enchentes foram feitas. No entanto, 14 anos depois, apenas uma das cinco barragens previstas foi concluída, deixando comunidades vulneráveis.

Na Bahia, mesmo após a liberação de verbas para cidades atingidas por enchentes desde 2013, obras de contenção de encostas pelos governos Federal e governo da Bahia em Salvador, além de prevenção de enchentes em Itabuna e Ilhéus permanecem paralisadas ou inacabadas, deixando moradores em situação de risco.

O padrão se repete em Santa Catarina, onde, mesmo após a tragédia de 2008 que deixou 150 mortos e 80 mil desabrigados, obras de contenção de encostas e drenagem continuam pendentes, sem previsão de conclusão.

No Rio de Janeiro, a história se repete, com projetos anunciados após desastres como o de 2008 e 2011 que, até hoje, não foram concluídos, deixando comunidades vulneráveis a cada temporada de chuvas intensas.

Para especialistas, a demora na conclusão das obras se deve a uma combinação de fatores, incluindo mudanças de governo, prioridades políticas instáveis e falhas nos próprios projetos. Enquanto isso, famílias continuam vivendo à mercê da natureza, aguardando soluções que tardam a chegar.

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