
O líder do governo na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), Rosemberg Pinto (PT), reconheceu que a campanha presidencial de Lula da Silva (PT) precisa corrigir falhas na comunicação e ampliar a mobilização do eleitorado para o segundo turno. Em entrevista ao site Política Livre, o deputado afirmou que a oposição conseguiu ocupar as redes sociais com mais intensidade, enquanto o campo governista permaneceu concentrado em formas tradicionais de comunicação.
“Eu acho que a gente tem esses 20 dias para arrumar isso e mostrar à população que o melhor é Lula para governar o Brasil”, declarou o parlamentar, ao avaliar os desafios da campanha.
Rosemberg também apontou diferenças entre as eleições estaduais de 2022 e 2026. Segundo ele, há quatro anos, Jerônimo Rodrigues (PT) disputou o governo como um nome novo, enquanto neste ano concorreu à reeleição após quatro anos à frente do Executivo estadual, cenário que trouxe novos desafios ao grupo governista.
Apesar das dificuldades, o deputado destacou o desempenho da base aliada na composição das bancadas legislativas. A Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, elegeu dez deputados federais pela Bahia. Na Assembleia, o PT conquistou 14 das 63 cadeiras, mantendo a maior bancada individual da Casa.
O líder governista, no entanto, reconheceu problemas na mobilização de eleitores, especialmente na zona rural. Ele mencionou dificuldades relacionadas ao transporte e a ausência de parte do eleitorado idoso. Na Bahia, a abstenção no primeiro turno ficou próxima de 20%, segundo dados da Justiça Eleitoral.
Rosemberg também comentou o avanço do PL, que elegeu sete deputados estaduais e passou a ter a terceira maior bancada da Assembleia, atrás do PT e do PSD.
Para o deputado, o crescimento da legenda era esperado diante da polarização política que marcou a disputa estadual e nacional. Ele ponderou, porém, que nem todos os parlamentares eleitos pelo partido têm o mesmo perfil ideológico.
Como exemplo, citou Paulo Câmara (PSDB), a quem descreveu como um parlamentar experiente e de atuação diferente da de deputados como Diego Castro (PL) e Leandro de Jesus (PL).
Para o líder governista, a prioridade agora é tentar corrigir as falhas para ajudar Lula na Bahia.
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