
O governador eleito do Rio de Janeiro, Douglas Ruas (PL), afirmou nesta quinta-feira (8) que pretende entrar nas comunidades fluminenses ao lado de Flávio Bolsonaro (PL) a partir de janeiro de 2027, caso o candidato seja eleito presidente. A declaração ocorreu em sua primeira coletiva após a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que anulou os votos de Anthony Garotinho e alterou o resultado da disputa estadual.
Segundo Ruas, a segurança pública será uma das prioridades de sua gestão. Ele prometeu ampliar o enfrentamento às organizações criminosas e recuperar territórios atualmente controlados por grupos armados, combinando ações de segurança com a retomada de serviços públicos e iniciativas de cidadania.
“A partir de janeiro, eu e Flávio vamos entrar nas comunidades e resgatá-las com cidadania”, afirmou, segundo Wilson França, do Agenda do Poder.
O governador eleito também declarou que pretende devolver espaços públicos à população e aumentar a presença do Estado nas áreas dominadas pelo crime. “Nós vamos devolver as ruas do Rio para o nosso povo”, disse.
Ruas ressaltou ainda que os moradores das comunidades não devem ser confundidos com os grupos criminosos que atuam nesses territórios. Na avaliação dele, parte do problema está relacionada ao abandono histórico do poder público e à ocupação dessas áreas por organizações criminosas. A proposta de ocupação permanente de comunidades já fazia parte de suas propostas de segurança durante a campanha.
Na coletiva, Ruas também pediu votos para Flávio no segundo turno da eleição presidencial, marcado para 25 de outubro. O governador eleito afirmou que a mudança no governo federal seria importante para a estratégia de segurança que pretende implementar no Rio.
A vitória de Ruas ainda será formalizada pelo TRE-RJ após a retotalização dos votos determinada pelo TSE. Com a exclusão dos votos de Garotinho, o candidato ultrapassa os 50% dos votos válidos e deve ser declarado eleito no primeiro turno.
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