
Duas das mais tradicionais e longevas legendas da política brasileira, MDB e PSDB, tomaram nesta quinta-feira (8) decisões que ampliam o espaço de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial. O movimento ocorre enquanto partidos como PSD, PP, União Brasil, Republicanos, Novo, Podemos e Democracia Cristã também definem seus posicionamentos e declaram apoio ao filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O MDB reuniu apoio de ao menos 17 de seus 27 diretórios estaduais à candidatura de Flávio. A articulação foi conduzida pelo presidente nacional da legenda, Baleia Rossi, pelo prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), e pelo governador paulista, Tarcísio de Freitas (Republicanos), em reunião com o candidato. O anúncio oficial está marcado para terça-feira (13), em São Paulo.
Entre os diretórios que deverão aderir estão os de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. A adesão representa um movimento importante dentro de uma legenda historicamente marcada pela força regional e pela presença no Congresso Nacional.
No PSDB, a decisão foi diferente. A direção nacional optou pela neutralidade e liberou seus filiados e diretórios estaduais para apoiar Flávio, Lula ou permanecerem neutros. Segundo o presidente nacional, Aécio Neves, a consulta interna mostrou que a maioria das representações estaduais estava dividida entre a neutralidade e o apoio ao candidato do PL, enquanto apenas uma pequena parcela defendia Lula.
O cenário reforça uma tendência de reorganização política para o segundo turno. A federação União Brasil e PP, Republicanos, Novo e Podemos já declararam apoio formal a Flávio, enquanto o PSD mantém neutralidade nacional, embora lideranças como Ronaldo Caiado tenham anunciado apoio individual. A Democracia Cristã também passou a integrar o campo de apoio após a manifestação de sua candidata no primeiro turno, Clariana Barão.
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