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Ex-governador Sérgio Cabral e o empresário Eike Batista foram alvos da Operação Eficiência em 2017 — Foto: Reprodução
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sexta-feira 17 de maio de 2024 às 06:35h

MPF repatria R$ 74 milhões da Suíça bloqueados em operação que mirou Cabral e Eike

JUSTIÇA, NOTÍCIAS


O Ministério Público Federal anunciou, nesta última quinta-feira (16), ter conseguido a repatriação de US$ 14,6 milhões, o equivalente a R$ 74 milhões, de uma offshore na Suíça, alvo de uma operação que mirou o ex-governador Sérgio Cabral e o empresário Eike Batista, em 2017. Segundo o MPF, o valor já foi depositado em uma conta judicial.

O destino do montante será decidido pelo juiz competente. Segundo o MPF, a conta era operada por dois investigados na Operação Eficiência, deflagrada em 2017, que mirava o esquema de desvio e lavagem de dinheiro de contratos do governo do Estado do Rio na gestão do ex-governador Sérgio Cabral. A soma milionária foi bloqueada em 2019.

O dinheiro repatriado estava em uma conta aberta na Suíça em nome da offshore Trueway Foundation. A empresa era uma fachada para lavar dinheiro, segundo o MPF.

O pedido de de repatriação foi feito pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPF). A 7ª Vara Federal do Rio de Janeiro autorizou ao MPF solicitar a devolução do dinheiro por meio de cooperação jurídica internacional. No total, cerca de R$ 270 milhões já foram repatriados no âmbito da Operação Eficiência.

Desmembramento da Lava Jato no Rio de Janeiro, a Operação Eficiência investigou a ocultação no exterior de aproximadamente US$ 100 milhões, cerca de R$ 512 milhões. Na época, foram expedidos mandados de prisão em nome do ex-governador Sérgio Cabral, na época já preso, e o empresário Eike Batista.

Foram presos preventivamente na ocasião Flávio Godinho, ex-braço direito de Eike Batista e, na época, vice-presidente de futebol do Flamengo, e Sérgio de Castro de Oliveira, o Serjão. Ambos foram apontados como operadores do esquema. O ex-secretário de Cabral, Wilson Carlos, e o ex-assessor Carlos Miranda também foram alvos. Além deles, a operação mirou Thiago Aragão, sócio do escritório de Adriana Ancelmo e o doleiro Álvaro José Galliez Novis, além do publicitário Francisco de Assis Neto, o Kiko.

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