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sexta-feira 28 de junho de 2019 às 07:39h

Estratégia de Rui para as eleições de 2020

POLÍTICA


Para evitar continuidade do grupo de ACM Neto (DEM) no comando de Salvador, o grupo do governador Rui Costa (PT) deve optar, de acordo com reportagem publicada no Bnews, pela estratégia de lançar o máximo de candidaturas que puder e a fim de levar o embate para o segundo turno. PT, PCdoB, PP, PSD e PSB já rascunham postulantes.

Em meio a intensa disputa interna, a publicação afirma que o PT sofre para definir qual candidato subirá ao palanque no próximo ano. Por ora, Nelson Pelegrino – nome derrotado por ACM Neto em 2012 – coloca novamente nome à disposição. Há menções também aos deputados federais Jorge Solla e Afonso Florence e aos vereadores Suíca e Moisés Rocha. E, claro, ao senador Jaques Wagner, que rejeita a possibilidade de ser postulante no pleito municipal.

O imbróglio só deve terminar em outubro deste ano, quando haverá eleição do diretório estadual do PT. Uma ala do partido defende que a sigla se volte para as bases e que o nome seja construído em conjunto. Moisés, por exemplo, afirma que devem ser realizadas prévias entre os correligionários e que seja escolhido o nome mais forte entre eles. “Lula, no auge, disputou prévias com Eduardo Suplicy”, lembrou, em entrevista à rádio Câmara Salvador.

Rocha afirma ainda que o PT não pode ter “dono”, em referência a uma possível indicação de candidato a ser feita pelo governador Rui Costa. A preocupação do vereador pode ser inócua, já que interlocutores avaliam que é vã a expectativa de ver Rui no front eleitoral de 2020.

No PCdoB, Alice Portugal já adiantou que quer ser candidata mais uma vez, ignorando a derrota acachapante que sofreu na eleição de 2016, quando viu ACM Neto reeleger-se com folgados 74% dos votos no primeiro turno. Olívia Santana, deputada estadual, reivindica que haja alternância e seja dela a vez de representar os ideais comunistas na disputa municipal. Em 2012 ela foi vice na chapa de Nelson Pelegrino.

A aproximação entre Leo Prates e o presidente do PCdoB na Bahia, Davidson Magalhães, – com rumores de filiação e candidatura – acentuou os embates internos no partido nas últimas semanas.

Informações publicadas no Bnews apontam que a eventual travessia de Prates ao reduto dos camaradas é uma ambição particular de Davidson e do deputado federal Daniel Almeida, coordenador da bancada baiana no Congresso – o que desagrada quadros mais antigos do partido porque o democrata chegaria à legenda sob confetes e holofotes superando o protagonismo de figuras tradicionais às vésperas de uma disputa eleitoral.

As opções do PSD são os senadores Otto Alencar e Angelo Coronel. Ambos têm mandatos assegurados no Congresso até 2022 e 2026, respectivamente, e poderiam retornar aos seus postos em caso de derrota. O PP segue a mesma linha, com a pré-candidatura do deputado federal Cacá Leão.

As duas siglas, porém, namoram eventual filiação do vereador Geraldo Júnior, o que acena possível chapa com Bellintani.

Hoje a articulação mais forte no PSB é para carimbar a filiação do presidente do Esporte Clube Bahia e aglutinar forças do campo de esquerda para marcharem unidos.

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