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Porto de Aratu / Foto: Reprodução
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quarta-feira 8 de junho de 2022 às 12:00h

CS Infra prevê investir R$ 627 milhões em obras e modernização do porto de Aratu

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Nova gestão prevê investimentos em infraestrutura e modernização dos dois terminais para geração de empregos e oportunidades de negócios

A CS Infra, empresa que pertence ao Grupo SIMPAR (SIMH3), inicia a operação efetiva de dois terminais do Porto de Aratu – Aratu 12 e Aratu 18 -, na Bahia, nesta quarta-feira (08/06). “A CS Portos irá trabalhar para oferecer o mais alto nível de serviço com o objetivo principal de elevar o nível de produtividade e qualidade aos clientes e usuários dos seus terminais, contribuindo com a geração de valor às empresas, desenvolvimento econômico e promovendo impacto positivo em toda a região”, destaca Marcos Tourinho, diretor-presidente da CS Portos, braço da CS Infra que será responsável pelos terminais portuários.

A empresa, que conquistou o leilão no final de 2020, investirá, nos primeiros três anos da operação, R$ 627 milhões em obras de melhorias e modernização, conforme previsto no Plano Básico de Implantação (PIB), aprovado pelo Ministério da Infraestrutura. Os contratos do ATU12 e ATU18, somam 200 mil m² e tem duração de 25 e 15 anos, respectivamente. Ambos podem ser prorrogados por até 70 anos.

Antes de iniciar as operações, a empresa realizou uma avaliação técnica e operacional dos terminais e, por se tratar de terminais antigos, com mais de 50 anos, demandam obras preventivas e emergenciais. As obras serão realizadas de maneira programada para garantir a movimentação de cargas no porto sem prejuízo aos clientes e usuários dos terminais.

Com uma área de 150 mil m², o terminal portuário ATU12 receberá investimentos para implantação de um novo sistema de transportadores de correias, com maior capacidade; casas de transferência para melhorar a movimentação dos granéis; descarregador de navios e stacker reclaimer; novo armazém para fertilizantes com capacidade de 80 mil toneladas e melhorias no pátio de armazenagem e na estrutura offshore do píer de atracação.

Já no terminal portuário ATU18, que possui uma área de 51 mil m², os investimentos serão aplicados em 5 silos de 18 mil toneladas cada, com capacidade estática para armazenagem de grãos; um novo píer de atracação, com sistema de correias transportadoras; e pavimentação e infraestrutura em toda a área onshore greenfield.

Os investimentos em infraestrutura e modernização dos dois terminais irão contribuir na geração de empregos e em mais oportunidades de negócios, fortalecendo a economia local, além de proporcionar investimentos do município e região portuária, com benefícios ao consumidor final”, completa o executivo.

Em quatro anos, a expectativa é que os terminais passem a receber navios com capacidade de 120 mil/ton e ampliem a movimentação diária para acima de 20 mil/ton, ante o limite atual de embarcações com capacidade de 50 mil/ton e média de 3 a 5 mil ton/dia. Assim, a CS Infra prevê que o terminal será uma das principais rotas de importação de fertilizantes e concentrado de cobre, exportação de minério de ferro e soja da região nordeste do país.

Operação e autorizações

A projeção é quadruplicar a capacidade de armazenagem e produtividade nos terminais. No ATU12 a movimentação e armazenagem inclui concentrado de cobre, magnesita, enxofre e minério de ferro, além de fertilizantes, que correspondem a 70% a 80% da carga atual neste terminal. O terminal ATU12, por exemplo, movimentou cerca de 1,8 milhão/ton entre fertilizantes, concentrado de cobre e magnesita em 2021. Após três anos de operação pela CS Infra, a estimativa é movimentar 4,5 milhões/ton a partir de 2025 nos dois terminais.

Entre os serviços do ATU18 estão a armazenagem padrão de granéis sólidos vegetais, descarga de sólidos minerais e demais serviços portuários como inspeção, triagem, pesagem, romaneios, entre outros. Nesse terminal, a CS Infra pretende movimentar 2 milhões/ton de granéis vegetais por ano na maturidade do porto – prevista para quatro anos – e as atividades operacionais serão realizadas com as mesmas equipes e em conjunto com o ATU12. “As integrações são propostas para otimizar os arranjos operacionais e marítimos e permitem melhor disponibilidade de armazenagem, mais eficiência, maior atração de cargas, sempre respeitando a legislação regulatória vigente e em beneficio público”, destaca Tourinho.

Para garantir a estabilidade das cargas e produção agrícola durante o período de obras, a CS recebeu autorização, de forma provisória e transitória, do Ministério de Infraestrutura para movimentar cargas de fertilizantes no ATU 18. Essa mesma operação já vinha sendo realizada pela CODEBA – Companhia de Docas do Estado da Bahia nos últimos anos.

Sobre a CS Infra

A CS Infra é uma plataforma de gestão de concessões de longo prazo e responsável pelas concessões da CS Grãos do Piauí, responsável pela operação, manutenção e ampliação de 276,8 km da Rodovia Transcerrados (PI-397 e PI-262) que abrange cerca de 25 municípios; CS Aratu 12 e CS Aratu 18, responsáveis pela gestão dos terminais ATU12 e ATU18 do Porto de Aratu (BA); e a concessão do BRT da cidade de Sorocaba (SP). Também faz parte da CS Infra, a Ciclus Ambiental, uma das maiores companhias da América Latina na área de gestão integrada e valorização de resíduos sólidos.

Sobre a Simpar

Holding que controla sete empresas independentes – JSL, Movida, Vamos, CS Infra, CS Brasil, Original e Banco BBC Digital. O grupo conta com mais de 36 mil colaboradores alinhados por uma Cultura forte e Valores que norteiam o jeito de ser e fazer da Companhia. Participante da carteira ISE da B3, a companhia possui modelo de gestão que produz resultados sustentáveis e aderência a rígidas práticas de ESG. Com atuação em todo território nacional e outros cinco países da América do Sul e África, a Simpar é uma empresa listada na B3 desde 2010 (SIMH3).

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