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Certificação ambiental do agronegócio baiano favorece acesso da produção ao mercado externo

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O agronegócio do Oeste da Bahia tem se destacado no cenário nacional e internacional devido a suas praticas e certificados. Segundo reportagem do jornal A Tarde, preservar a biodiversidade, a qualidade dos recursos hídricos e a saúde dos solos faz com que a grande maioria dos produtores rurais alcance, cada vez mais, melhores resultados, maior eficiência e produtividade nas suas plantações. As boas práticas agrícolas associadas às pesquisas, inovações tecnológicas e às ações de preservação ambiental e de responsabilidade social fazem a Bahia figurar entre os principais produtores e exportadores de alimentos e de fibras do País.

Produtor de soja, algodão, milho, feijão caupi, cacau e banana, David Schmidt comanda sete fazendas que somam 35 mil hectares nos municípios de Barreiras e Luís Eduardo Magalhães, há 36 anos. Ele explicou que a sua produção de commodities atende não só ao mercado brasileiro, mas a grandes mercados mundiais que remuneram melhor, mas que também são mais exigentes em relação à qualidade do produto e às questões socioambientais. “Para que a gente acesse esses excelentes mercados internacionais e linhas de crédito mais atrativas, precisamos cumprir obrigatoriamente requisitos pré-estabelecidos de sustentabilidade e responsabilidade social, além de sermos certificados por organismos internacionais”, informou.

A primeira certificação do seu agronegócio foi a da soja, ocorrida em 2012. Ele informou que o grupo Schmidt Agrícola possui seis certificações rigorosas, que o possibilitam exportar soja, milho e algodão socialmente responsáveis, que, de forma obrigatória, seguem práticas ambientais criteriosas tanto no cultivo quanto na colheita. Um deles é o padrão RTRS de produção de soja responsável, que garante zero desmatamento ou zero conversão. “Toda a soja exportada para a Europa tem que ter essa certificação, assim como temos a certificação RTRS do milho responsável”, pontua David Schmidt.

A soja e o milho com certificação RTRS cumprem altos requerimentos de bem-estar social e trabalhista, com condições laborais e relações com a comunidade adequadas, trazendo benefícios ao processo produtivo, ao meio ambiente e à qualidade de vida das pessoas. “Para exportar para o mercado europeu, elas são obrigatórias”, explicou Schmidt.

Para obter a certificação de produção de soja responsável RTRS, assim como a de milho, o produtor rural deve cumprir 108 indicadores obrigatórios e de implantação progressiva, reunidos em cinco critérios: cumprimento legal e boas práticas empresariais; condições de trabalho responsáveis; relações responsáveis com a comunidade; responsabilidade ambiental e boas práticas agrícolas.

O grupo Agrícola Schmidt também tem o certificado do Algodão Brasileiro Responsável (ABR) – um dos mais completos do mundo em matéria de sustentabilidade do produto – e também o da Better Cottom Initiative, um parceiro internacional que é a referência global em licenciamento de fibra sustentável. Estes certificados permitem ao grupo exportar para o mercado internacional de algodão, além de adotar o “Plano Agricultura de Adaptação aos Efeitos do Clima e Baixa Emissão de Carbono na Agropecuária”, certificação brasileira também exigida na Holanda.

“Para exportar para todos os mercados internacionais, a agropecuária deve atender também a estratégias e práticas agrícolas que podem ser utilizadas como tecnologias de baixa emissão de carbono, contribuindo para uma agropecuária sustentável. São técnicas de manejo agrícola sustentável, que fazem o sequestro do carbono atmosférico no solo. A retenção dos gases no solo reduz a liberação dos gases de efeito estufa na atmosfera”, ensinou Schmidt. Segundo ele, a Europa não aceita importar produtos brasileiros que não façam a retenção dos gases no solo.

“Nós não temos problema nenhum com a conservação ambiental. A gente concorda com o Código Florestal. Eu me sinto bem. Ninguém está brigando, discutindo e protestando contra isso. A pessoa mais interessada em preservar a nascente dos rios e as áreas de florestas sou eu. Se o meu rio ficar contaminado, eu quebro e tenho que mudar de região”, ressaltou o produtor.

Para Schmidt, que usufruiu do rio a vida toda, o equilíbrio ambiental, o solo saudável e a preservação de toda a área da Bacia do Rio Branco são essenciais para que se obter bons resultados econômicos na agricultura. “O agronegócio brasileiro é a atividade que mais preserva o meio ambiente no País e no mundo. É uma pena que os esforços não são vistos e nem valorizados”, declarou. Mas os números podem confirmar o que diz Schmidt.

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