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Associação pede que grevistas ‘levantem acampamento’

segunda-feira 28 de maio de 2018 às 12:31h

O presidente da Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), José da Fonseca Lopes, pediu na noite deste domingo, 27, que motoristas que protestam nas rodovias em todo o Brasil “levantem acampamento e sigam a vida” após a publicação das medidas anunciadas pelo presidente Michel Temer no Diário Oficial da União. Para Fonseca, com as medidas publicadas, a regularização do abastecimento ocorrerá “de oito a dez dias para normalizar, para fluir a oferta de carga”. A decisão foi publicada em uma edição extra do Diário Oficial.

“Peço aos que estão nos mais de 500 pontos na estradas que, se nesta segunda-feira (28) todos os pontos estiverem publicados no Diário Oficial, que os companheiros levantem acampamento e sigam a vida”, disse o presidente da Abcam após a reunião no Palácio do Planalto. Fonseca Lopes foi um dos dois líderes dos caminhoneiros que abandonaram a reunião na quinta-feira que resultou no primeiro acordo – insuficiente para acabar com o protesto nas estradas.

De acordo com nota divulgada na manhã desta segunda-feira, “ainda não houve tempo hábil para que todos os caminhoneiros tomassem conhecimento da decisão tomada. A entidade vem trabalhando para que a informação do acordo chegue em toda a categoria”, cita a nota dos caminhoneiros autônomos.

Questionado sobre como assegura a saída dos caminhoneiros das estradas, Fonseca disse que a “decisão depende dos motoristas”. “Mas quero fazer um apelo a todo mundo que segurou o movimento até agora”, disse. “Eles sabem que chegou o momento de fazer isso”, completou, ao lembrar que o acordo firmado no domingo foi maior que o pedido, já que terá a redução de 0,46 centavos por litro de diesel por 60 dias. Depois, os reajustes serão mensais.

Bloqueios nas rodovias

Ao contrário dos dias anteriores, a Polícia Rodoviária Federal não informou no domingo o número de bloqueios nas rodovias. O órgão atualizava duas vezes por dia os pontos interrompidos, principal indicador sobre a força da paralisação. Segundo a PRF, os dados passariam a ser divulgados pelo Ministério da Segurança Pública. A pasta, porém, não apresentou nenhum número até o fim da noite de domingo.

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