A inteligência artificial (IA) vem promovendo uma mudança estrutural no setor financeiro, especialmente no mercado de meios de pagamento. De acordo com a 27ª CEO Survey da PwC publicada em 2024, 89% dos líderes brasileiros do segmento acreditam que a tecnologia será determinante para a geração de valor nos próximos três anos, enquanto 83% consideram que sua adoção será um diferencial competitivo.
Entre as principais frentes de inovação, a personalização da experiência do usuário tem sido uma das mais exploradas. O uso de algoritmos avançados permite a análise profunda do comportamento de consumo, tornando possível a oferta de produtos e serviços financeiros sob medida. Para Anderson Santana, Diretor Comercial, Produtos e Marketing da Entrepay, a IA tem sido essencial para elevar o nível de customização. “Com tecnologia e análise de dados, conseguimos oferecer um atendimento mais assertivo, garantindo que cada cliente tenha acesso a soluções alinhadas ao seu perfil e necessidades”, afirma.
No campo da segurança, a tecnologia também desempenha um importante papel. O crescimento das fraudes digitais tem levado criminosos a empregar técnicas sofisticadas, incluindo o uso de deepfakes para enganar sistemas de autenticação. Para conter esse avanço, instituições financeiras e empresas do setor de pagamentos investem em modelos preditivos capazes de identificar e bloquear operações suspeitas em tempo real, reduzindo a exposição a riscos.
Além do impacto direto na experiência do consumidor, a adoção da IA tem sido um motor de eficiência operacional. Processos tradicionalmente burocráticos e custosos são automatizados, permitindo maior escalabilidade e ganhos em produtividade. “A capacidade de equilibrar inovação e segurança será um fator decisivo para a competitividade das empresas de pagamento nos próximos anos”, acrescenta Santana.
Com isso, fica cada vez mais claro que a inteligência artificial não é mais uma promessa, mas uma realidade incontornável no setor. Ao mesmo tempo em que fortalece a segurança e reduz riscos, a tecnologia redefine a eficiência operacional e amplia a personalização dos serviços. Sua adoção deixa de ser, então, um diferencial para se tornar uma necessidade estratégica que impactará negócios em todo o globo.