O jovem Mack Rutherford, um piloto belga-britânico de 17 anos que decolou em março em um avião ultraleve, pousou nesta última quarta-feira (24) à tarde na Bulgária, ganhando a aposta de se tornar o piloto mais jovem a dar a volta ao mundo em voo solo.
Após um ciclo de cinco meses e um dia, sua aeronave pousou às 16h locais (10h de Brasília) na pista do pequeno aeroporto de Radomir, a uma hora por terra da capital, Sófia.
Com roupas de aviador e os longos cabelos presos com um boné azul, o adolescente longilíneo, pertencente a uma família de pilotos, expressou alegria.
Rutherford lamentou, no entanto, o fim da aventura “fantástica”, marcada por um “sentimento absoluto de liberdade”.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2022/y/a/ygEvvZSCmLFhawVz3tfQ/mack-solo-2.jpg?resize=618%2C618&ssl=1)
“Quero mostrar que os jovens podem fazê-lo, sigam seus sonhos!”, afirmou.
Com mais de 54.000 km percorridos e 30 países visitados, Mack teve que enfrentar temperaturas de até 48 graus em seu périplo e muitas horas à espera de autorizações de sobrevoo.
Em uma prova digna de Robinson Crusoé, foi obrigado pelos fortes ventos a pousar, no fim de julho, em Attu, uma ilha desabitada do arquipélago das Aleutas, a oeste do Alasca.
O jovem piloto foi recebido por seus pais e pela irmã, presentes no aeroporto.
“Este tipo de viagem requer muito controle em todos os níveis, é preciso controlar a emoção, o estresse”, disse à AFP sua mãe, Béatrice de Smet.
“Ele se saiu um líder completo!”, comemorou seu pai, um militar reformado.
Antes de partir, os preparativos foram afetados pela guerra na Ucrânia e seu itinerário teve que ser alterado.
Ao invés de sobrevoar a Rússia, Mack Rutherford desviou para o sul por Paquistão, Coreia do Sul e Japão, antes de sobrevoar o Oceano Pacífico para chegar aos Estados Unidos. Foi “a etapa mais difícil”, contou.
Apaixonado por aviação desde pequeno, ele recebeu em sua chegada um certificado do Guinness confirmando que bateu o recorde registrado no ano passado pelo britânico Travis Ludlow, de 18 anos.
Terminada a façanha, o jovem Mack agora tem como objetivo “voltar à escola e recuperar o tempo perdido”.