
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) utilizou o passaporte diplomático brasileiro para entrar nos Estados Unidos na manhã desta quarta-feira (28), segundo registros migratórios do governo norte-americano consultados pela coluna de Igor Gadelha, do Metrópoles. O documento havia sido cancelado após uma determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para que o parlamentar entregasse seus passaportes à Polícia Federal (PF).
A decisão judicial, tomada na segunda-feira (26), determinou a entrega dos passaportes brasileiros e de eventuais documentos estrangeiros, além de proibir Flávio de deixar o país. O senador não cumpriu o prazo estabelecido, e a PF cancelou os documentos brasileiros.
Antes de chegar aos Estados Unidos, Flávio utilizou um passaporte italiano para entrar na Argentina, conforme registros migratórios divulgados pelo Estadão e pela Folha de S.Paulo. Ele viajou acompanhado da mulher, Fernanda Bolsonaro, e das duas filhas. Fernanda utilizou o passaporte brasileiro, segundo as informações publicadas.
Após cruzar a fronteira entre Brasil e Argentina, a família embarcou em um avião particular, fez escala em Guayaquil, no Equador, e seguiu para Miami, onde desembarcou na manhã de quarta-feira.
Flávio é investigado no Supremo em um inquérito que apura suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo o advogado Willer Tomaz. A decisão sobre os passaportes foi tomada no contexto das investigações e do risco de saída do país apontado pelas autoridades.
O uso do passaporte diplomático para entrar nos Estados Unidos, apesar do cancelamento informado pela PF, poderá ser objeto de esclarecimentos às autoridades brasileiras. A eventual consequência jurídica dependerá da análise dos fatos e das decisões judiciais aplicáveis.
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