
A reeleição de Lula da Silva (PT) mudou o cenário da disputa pelas presidências da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. Com a perspectiva de aproximação de partidos do Centrão ao governo, Hugo Motta (Republicanos-PB) e Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) ganharam força para tentar permanecer no comando das duas Casas em fevereiro de 2027.
A avaliação foi publicada pela revista VEJA nesta quarta-feira (28), em análise do editor de Política José Benedito da Silva. Segundo o jornalista, o tamanho das bancadas não garante, por si só, a vitória nas eleições internas. O desafio do PL será conquistar apoio de outras legendas para formar maioria.
O partido terá 28 senadores na próxima legislatura, mas precisará reunir pelo menos 41 votos para eleger o presidente do Senado. Nomes como Rogério Marinho (PL-RN) e Tereza Cristina (PP-MS) aparecem nas articulações da direita, mas uma candidatura competitiva dependerá de apoio além do núcleo bolsonarista.
Na Câmara, Motta também busca a recondução ao cargo e conta com a possibilidade de reunir partidos do Centrão e da base governista. A força desses grupos pode dificultar os planos da direita de conquistar o comando das duas Casas, apesar do crescimento eleitoral do PL.
Na avaliação de José Benedito, a vitória de Lula incentiva partidos do Centrão a negociar com o Palácio do Planalto em busca de espaço político e influência nas decisões do Congresso. No Senado, Alcolumbre tende a buscar votos em diferentes bancadas, incluindo partidos governistas e siglas de centro.
As eleições para as presidências da Câmara e do Senado estão previstas para 1º de fevereiro de 2027. Os resultados terão impacto direto sobre a definição da agenda legislativa e a relação entre o Congresso e o governo federal.
Mesmo que não conquiste nenhuma das duas presidências, a direita deverá manter força relevante nas votações. Para o PL, a principal dificuldade será converter o desempenho nas urnas em uma coalizão capaz de garantir maioria nas disputas internas.
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