
Uma ala do Partido Liberal (PL) atribui ao deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) parte da responsabilidade pela derrota de Flávio Bolsonaro em Minas Gerais no segundo turno das eleições presidenciais. A informação foi divulgada nesta última segunda-feira (26) pela analista de política Larissa Rodrigues, da CNN Brasil, com base em relatos de integrantes da legenda e da coordenação de campanha.
Segundo a apuração, integrantes da campanha acreditavam que o desempenho de Flávio no primeiro turno e a presença de Nikolas em eventos pelo país seriam suficientes para manter o estado favorável ao candidato. O deputado percorreu diferentes regiões durante a campanha, mas, de acordo com os relatos ouvidos pela CNN, teria dedicado menos atenção a Minas Gerais ao priorizar compromissos em outros estados.
“O primeiro nome que me pontuaram, referindo-se principalmente à questão em Minas Gerais, foi Nikolas Ferreira”, afirmou Larissa durante o programa Bastidores CNN. A analista acrescentou que, segundo suas fontes, não houve alerta suficiente dentro da campanha sobre a possibilidade de uma virada no estado.
A reportagem também menciona críticas à coordenadora econômica da campanha, Daniella Marques, por declarações sobre a substituição de servidores públicos por inteligência artificial e as regras de transição do Bolsa Família.
Pablo Marçal (PRTB-SP) também foi citado em razão da estratégia adotada por Flávio no debate da Band. Já a participação mais intensa do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) na preparação para o segundo debate foi considerada tardia por integrantes ouvidos pela analista.
No resultado oficial do segundo turno em Minas Gerais, Lula obteve 50,43% dos votos válidos, ou 6.351.099 votos, enquanto Flávio Bolsonaro recebeu 49,57%, equivalente a 6.241.786 votos. A diferença foi de 109.313 votos, segundo dados da apuração eleitoral.
As críticas relatadas pela CNN refletem avaliações atribuídas a integrantes do partido após o resultado. Não há, nas informações divulgadas, comprovação de que a atuação de um único aliado tenha determinado a derrota no estado. O parlamentar foi reeleito como o deputado mais votado na história do país, por isso, sem Nikolas e sua grande mobilizaçãonas ruas e nas redes, eles nem cherariam ao segundo turno.
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