
Aliados de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) defendem que o senador assuma rapidamente a liderança nacional da oposição após a derrota para Lula da Silva (PT) no segundo turno presidencial. A avaliação é que ele precisa deixar os questionamentos eleitorais em segundo plano e concentrar o discurso em propostas para o país.
Segundo o colunista Igor Gadelha, do Metrópoles, interlocutores do senador temem que ele repita a postura de Jair Bolsonaro após a derrota de 2022, quando o ex-presidente reduziu suas aparições públicas. Para esses aliados, a ausência de uma liderança ativa poderia ampliar as disputas internas no bolsonarismo.
Entre as recomendações está negociar com o presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto, uma estrutura política e administrativa que permita ao senador atuar como principal voz da oposição. Aliados citam como referência o suporte oferecido pela legenda a Jair Bolsonaro e à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
Os interlocutores também defendem que Flávio reivindique espaço para seu grupo político nas articulações da direita, incluindo a composição de gabinetes parlamentares e a participação em futuras administrações estaduais comandadas por aliados.
A movimentação ocorre em meio à reorganização das forças de oposição e à disputa por influência dentro do partido. Apesar das recomendações, Flávio ainda não anunciou decisões sobre sua atuação política após a eleição.
Na noite de domingo (25), depois de questionar publicamente o resultado eleitoral e afirmar que pretende pedir a anulação da votação, o senador se reuniu em sua residência com pessoas próximas para avaliar o cenário político.
Segundo a coluna, participaram do encontro o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador-geral da campanha, familiares, amigos e o publicitário Marcello Lopes.
A definição dos próximos passos deverá influenciar o papel de Flávio na oposição e sua relação com Valdemar e outras lideranças da direita. O desafio imediato será transformar a projeção nacional conquistada na campanha em uma atuação política contínua, mesmo sem a Presidência da República.
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