
A campanha do presidente Lula da Silva (PT) pediu a extensão do horário de votação em estados onde alega haver dificuldades de acesso dos eleitores às urnas. A solicitação inclui o Piauí, governado por Rafael Fonteles (PT), integrante do próprio partido e aliado político do presidente.
A inclusão do estado chama atenção porque Fonteles participou da mobilização em favor de Lula e defendeu medidas para reduzir a abstenção. O fato de a campanha apontar problemas também em um estado administrado pelo PT levanta questionamentos sobre a estratégia adotada pela coordenação petista.
A iniciativa também pode alimentar a interpretação de que o partido estaria construindo argumentos para explicar uma eventual derrota para Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no segundo turno. Nesse cenário, as reclamações sobre o funcionamento da votação poderiam ser usadas para atribuir parte de um resultado desfavorável a dificuldades de acesso às urnas.
A campanha citou problemas relacionados ao transporte público em diferentes localidades, incluindo São Paulo e municípios da Bahia. O candidato filho do ex-preisdnete Jair Bolsonaro (PL) estve no estado na última semana e arrastou centenas de milhares de pessoas na Barra, em Salvador.
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