
Deputados do Partido Liberal na Bahia apostam na ampliação da votação de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no segundo turno da eleição presidencial, marcado para este domingo (25). O deputado estadual Paulo Câmara (PL-BA) avalia que o senador pode chegar a entre 31% e 32% dos votos válidos no estado, impulsionado pela migração de eleitores que escolheram outros candidatos no primeiro turno.
Na primeira votação, Flávio recebeu cerca de 2,44 milhões de votos na Bahia, o equivalente a 28,53% dos válidos. Lula (PT) obteve aproximadamente 5,66 milhões, ou 66,17%. Para Paulo Câmara, parte dos eleitores que optaram por candidaturas alternativas poderá mudar de voto na etapa final da disputa.
O deputado cita os votos recebidos por Augusto Cury (Avante), Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo). Segundo os números apresentados pelo parlamentar, os quatro somaram 442.171 votos na Bahia, cerca de 5,16% dos válidos no primeiro turno.
Entre os candidatos derrotados, Caiado e Zema declararam apoio a Flávio. Augusto Cury decidiu não apoiar nenhum dos finalistas, enquanto Renan Santos também manteve posição de não endossar publicamente os dois candidatos. Portanto, a transferência desses votos não é automática e dependerá da decisão individual dos eleitores.
A campanha do senador também conta com a mobilização de parlamentares baianos, como o deputado federal Capitão Alden (PL-BA) e o deputado estadual Diego Castro (PL-BA), que participaram de atos e atividades eleitorais em apoio à candidatura no estado.
Na avaliação de Paulo Câmara, a incorporação de parte dos votos destinados à chamada terceira via pode elevar o percentual do candidato do PL e reduzir a vantagem de Lula na Bahia. Trata-se, porém, de uma projeção política, não de um resultado confirmado por pesquisa eleitoral.
A Bahia é um dos estados em que Lula terminou o primeiro turno com ampla vantagem. A votação deste domingo mostrará até que ponto a campanha de Flávio conseguirá ampliar sua presença eleitoral no estado.
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