
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), acusou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de fazer denúncias sem provas sobre o funcionamento do transporte público durante o segundo turno das eleições, neste domingo (25). Em entrevista à coluna Painel, da Folha de S.Paulo, o governador afirmou que o petista estaria buscando um “subterfúgio” para justificar uma eventual derrota para Flávio Bolsonaro.
“Ele está fazendo acusações sem provas”, declarou Tarcísio, ao cobrar que a imprensa questione o presidente sobre as evidências que sustentariam as denúncias. Segundo o governador, os sistemas de ônibus, trens e metrô estavam funcionando e atendendo à demanda de passageiros.
Tarcísio afirmou que o transporte público estava sendo acompanhado por centrais de monitoramento e contestou as críticas sobre ônibus parados nas garagens. Segundo ele, a frota disponível aos domingos deve ser dimensionada conforme a demanda, e parte dos veículos permanece nas garagens como reserva técnica.
O governador também citou o trabalho realizado para restabelecer a operação da Linha 15 do metrô, após um trem colidir com um guindaste no sábado (24). Segundo ele, as equipes trabalharam durante a noite para normalizar o serviço.
Tarcísio criticou ainda a decisão de ampliar o horário de votação até as 19h em todo o país. Na avaliação dele, uma prorrogação desse tipo deveria ocorrer diante de situações excepcionais, como chuvas intensas e alagamentos. O governador classificou as justificativas relacionadas ao transporte como um argumento falacioso.
A extensão do horário, no entanto, foi determinada pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), após uma reclamação sobre dificuldades de deslocamento de eleitores, especialmente em municípios baianos. A decisão teve alcance nacional, e a campanha de Lula também havia apresentado pedidos à Justiça Eleitoral alegando problemas no transporte público em outras localidades.
Ao comentar a disputa presidencial, Tarcísio afirmou que Lula acredita que o prazo adicional poderia provocar uma mudança no resultado, mas declarou não esperar uma virada. As afirmações sobre uma eventual derrota, contudo, representam a avaliação política do governador, e o resultado depende da totalização oficial dos votos pela Justiça Eleitoral.
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