
A campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta quinta-feira (22) que aceita abrir os sigilos do candidato e entregar os documentos solicitados pelo presidente Lula da Silva (PT). A advogada Maria Claudia Bucchianeri, representante do senador, condicionou a apresentação à análise prévia das informações fornecidas pela equipe petista ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
“O desafio foi aceito”, declarou a advogada, ressaltando que a campanha pretende atender aos pedidos sem ressalvas, desde que confirme o cumprimento dos compromissos assumidos por Lula. “Se eles trouxerem tudo, a gente traz”, afirmou.
A equipe do senador escalou o ex-procurador da Operação Lava Jato e senador eleito Deltan Dallagnol (Novo-PR) para examinar os documentos apresentados pelo presidente. Segundo Bucchianeri, o objetivo é verificar se todas as informações exigidas foram efetivamente disponibilizadas antes da entrega das autorizações da campanha de Flávio.
O embate começou durante o debate da TV Band, no domingo (18), quando Lula desafiou o adversário a autorizar a abertura dos sigilos bancário e telefônico dos dois candidatos e de seus familiares.
Na sequência, o presidente apresentou documentos à Justiça autorizando a abertura de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico, inicialmente sob a condição de que o senador fizesse o mesmo. Flávio respondeu com exigências adicionais, incluindo informações sobre despesas com cartões corporativos, registros de visitantes dos palácios presidenciais e dados relacionados ao ex-chefe de gabinete de Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola.
A campanha petista informou que aceita as condições apresentadas pelo adversário e levou novas autorizações ao TSE nesta quinta-feira. Entre os pontos estão informações relacionadas ao Instituto Lula, à primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, e ao ex-assessor presidencial.
A controvérsia ganhou espaço na reta final da disputa presidencial, a três dias do segundo turno, marcado para domingo (25). As duas campanhas dizem aceitar a abertura dos sigilos, mas a divulgação dos dados depende da formalização dos procedimentos e da análise das informações pelas autoridades competentes.
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