
Um novo inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) envolvendo o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) provocou preocupação em sua campanha a poucos dias do segundo turno das eleições de 2026. A investigação apura suspeitas de lavagem de dinheiro relacionadas ao advogado Willer Tomaz, amigo do parlamentar, e tem como relator o ministro Alexandre de Moraes.
Segundo informações do jornalista Caio Junqueira, da CNN Brasil, o caso foi encaminhado ao Supremo em 8 de outubro e distribuído a Moraes no dia 16. Integrantes da campanha consideram que a tramitação ocorreu em ritmo atípico e temem possíveis decisões judiciais antes da votação. Como o inquérito corre sob sigilo, não há confirmação pública de todas as etapas relatadas pelos aliados do candidato.
A Polícia Federal investiga as relações financeiras entre Flávio e Tomaz, incluindo suspeitas relacionadas a movimentações bancárias e a uma possível conta conjunta. A apuração também envolve atividades do advogado no setor de apostas e possíveis irregularidades relacionadas à Loteria do Estado do Rio de Janeiro (Loterj).
O nome de Flávio teria aparecido em mensagens e documentos relacionados ao advogado, o que levou o caso ao STF. A investigação busca esclarecer se houve irregularidades financeiras, mas a existência de uma relação pessoal entre os dois não comprova, por si só, qualquer crime.
Aliados do senador afirmam que a amizade explica a troca de mensagens e negam envolvimento do candidato em práticas ilegais. A campanha também pretende solicitar acesso aos autos para conhecer os elementos que fundamentam a investigação.
Em nota, Willer Tomaz negou irregularidades, informou que solicitou acesso ao processo e declarou que prestará os esclarecimentos necessários. O advogado também ressaltou que mantém uma relação de amizade com Flávio, afirmando que esse vínculo não constitui crime.
O avanço do caso ocorre em meio à disputa presidencial entre Flávio e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), marcada para o segundo turno em 25 de outubro. A proximidade da votação ampliou a preocupação de integrantes da campanha com os possíveis efeitos políticos de decisões judiciais.
De acordo com a apuração da CNN Brasil, aliados também avaliam que eventuais medidas contra o senador poderiam produzir repercussões eleitorais imprevisíveis. Outra hipótese considerada nos bastidores é a de que o caso permaneça sem decisões de maior impacto até depois da eleição.
Até o momento, as suspeitas investigadas não equivalem a uma condenação. O esclarecimento dos fatos depende do avanço das diligências e da análise dos elementos reunidos pelas autoridades.
Mín. 25° Máx. 27°