
Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) intensificam as agendas de campanha nesta última semana antes do segundo turno, marcado para domingo (25). Os dois candidatos planejam percorrer diferentes regiões do país e concentrar os atos finais em estados estratégicos, especialmente São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, que reúnem grandes contingentes de eleitores.
A estratégia é ampliar a mobilização dos apoiadores, conquistar eleitores indecisos e atrair votos de candidatos derrotados no primeiro turno. Outro desafio é estimular o comparecimento às urnas: na primeira votação, a abstenção chegou a 21,08%, o equivalente a aproximadamente 33,5 milhões de eleitores, segundo dados da Justiça Eleitoral.
Flávio começa a semana na Região Norte, com compromissos previstos em Marabá, no Pará, e Manaus, no Amazonas. A agenda inclui ainda passagens pelo Tocantins, Maranhão, Ceará e Pernambuco. Na reta final, o senador deve concentrar esforços no Sudeste, com atos previstos no Rio de Janeiro e em Belo Horizonte, antes da votação.
Lula, por sua vez, inicia a semana com um ato em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. A programação também prevê compromissos no Maranhão e em Pernambuco, além de uma possível agenda em Minas Gerais. Para sábado (24), a previsão é realizar mobilizações no Rio de Janeiro e em São Paulo, encerrando a campanha nos dois maiores colégios eleitorais do país.
Além dos atos públicos, os candidatos têm um último confronto televisivo previsto para sexta-feira (23), na TV Globo, após o Jornal Nacional. O debate, mediado pelo jornalista César Tralli, será transmitido ao vivo e deve representar uma das últimas oportunidades para os presidenciáveis apresentarem propostas e tentarem influenciar o eleitorado antes da votação.
A disputa pela redução da abstenção também preocupa as duas campanhas. Lula busca ampliar a participação de eleitores que tradicionalmente comparecem menos às urnas, enquanto a equipe de Flávio busca manter mobilizados seus apoiadores em estados onde as eleições para governador já foram definidas no primeiro turno, como a Bahia, por exemplo.
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