
O resultado das eleições de 2026 redesenhou a composição do Congresso Nacional e ampliou o peso do PL nas duas Casas. Na Câmara dos Deputados, a legenda elegeu 121 parlamentares e terá a maior bancada a partir de 2027, enquanto União Brasil, PP, PSD, MDB e Republicanos, principais partidos do Centrão, somarão 207 cadeiras, 19 a menos que as 226 atuais.
O União Progressista, federação formada por União Brasil e PP, ficou com 87 deputados. O PSD terá 43, o Republicanos 41 e o MDB 36. Já a federação formada por PT, PCdoB e PV terá 88 cadeiras, seis a mais que na eleição anterior. O resultado mantém a necessidade de negociação entre diferentes blocos, já que nenhuma força isolada alcança os 257 votos necessários para formar maioria na Câmara.
No Senado, o avanço foi ainda maior. O PL elegeu 19 dos 54 senadores em disputa e chegará a 28 parlamentares em 2027, a maior bancada partidária da Casa desde a Constituição de 1988, caso a composição projetada seja confirmada. O PT terá nove senadores e o MDB, oito.
A legenda conseguiu eleger os dois senadores em cinco unidades da Federação, entre elas Rio de Janeiro, Santa Catarina, Distrito Federal, Rondônia e Mato Grosso do Sul. O resultado também reduziu o espaço de partidos do centro no Senado, com destaque para o PSD, que passa de 14 para cinco cadeiras.
A composição do Congresso terá impacto direto nas negociações para a formação da maioria, na escolha das presidências das Casas e na definição das pautas prioritárias. A nova bancada também deverá participar das discussões sobre pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal, tema que ganhou espaço na agenda da oposição durante a campanha.
Na Câmara, o PL terá 121 dos 513 deputados, enquanto a federação PT-PCdoB-PV será a segunda maior força, com 88 parlamentares. A nova configuração deverá exigir articulação entre diferentes partidos para a aprovação de projetos e propostas que dependem de maiorias qualificadas.
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