
O mercado financeiro brasileiro reagiu com forte alta ao resultado do primeiro turno das eleições presidenciais. O Ibovespa fechou esta segunda-feira (5) aos 207.190 pontos, avanço de 7,84%, maior alta da história do índice, enquanto o dólar comercial recuou 4,11%, encerrando o dia em R$ 5,00.
A movimentação ocorreu após Flávio Bolsonaro (PL-RJ) terminar a primeira etapa da disputa na liderança, com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula. O resultado levou o principal índice da Bolsa brasileira a superar pela primeira vez a marca de 200 mil pontos durante o pregão.
As taxas dos juros futuros também caíram de forma significativa. Segundo a Reuters, contratos de longo prazo chegaram a registrar recuo superior a 100 pontos-base. Entre os fatores apontados por analistas está a expectativa de que uma eventual alternância de poder possa aumentar as chances de medidas de ajuste fiscal e redução do risco percebido pelos investidores.
No campo político, o ex-presidente Michel Temer (MDB) declarou apoio a Flávio no segundo turno e associou o resultado das urnas a um desejo de mudança, segundo sua própria avaliação.
Na Bahia, ACM Neto (União Brasil) sinalizou apoio ao candidato no segundo turno e afirmou que defenderá essa posição dentro do União Brasil. O ex-prefeito de Salvador viajará a Brasília para participar das articulações da legenda.
Outros movimentos também estão em curso. Romeu Zema (Novo) já havia declarado que apoiaria Flávio em um eventual segundo turno contra Lula, enquanto o PSD, partido de Ronaldo Caiado, decidiu liberar seus diretórios estaduais para definir seus posicionamentos.
A campanha de Flávio também busca ampliar a rede de alianças no segundo turno, com negociações envolvendo governadores, parlamentares e candidatos derrotados na primeira etapa. A votação de 4 de outubro e a nova composição do Congresso passaram a integrar as discussões sobre o cenário político e econômico até a votação de 25 de outubro.
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