
O resultado do primeiro turno das eleições presidenciais brasileiras ganhou amplo destaque na imprensa internacional. A liderança de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), com 47,03% dos votos, diante dos 45,16% de Lula (PT), levou jornais estrangeiros a analisar os possíveis efeitos da disputa para a política brasileira e para a América Latina. O segundo turno está marcado para 25 de outubro.
O The New York Times destacou que a eleição brasileira pode ter consequências que ultrapassam as fronteiras do país, especialmente pela relação de Flávio Bolsonaro com o governo de Donald Trump. A publicação também apontou que uma eventual vitória do candidato representaria um avanço da direita na América Latina.
Na Espanha, o El País chamou atenção para a força do bolsonarismo e para a continuidade da polarização política no Brasil. O jornal também destacou a vantagem obtida por Flávio no primeiro turno e o peso da disputa para o cenário político regional.
O britânico The Guardian também colocou o resultado brasileiro em destaque. O jornal ressaltou que a eleição será decidida no segundo turno, após Flávio terminar à frente de Lula por uma diferença inferior a dois pontos percentuais.
Na Argentina, o Clarín classificou o resultado como uma reviravolta na disputa presidencial e destacou a liderança de Flávio no primeiro turno. A cobertura também chamou atenção para o cenário eleitoral brasileiro e para a importância do país no contexto regional.
Além da disputa presidencial, a imprensa estrangeira também observou a elevada abstenção registrada no primeiro turno. Segundo o TSE, 33,4 milhões de eleitores não compareceram às urnas, o equivalente a 21,08% do eleitorado, o maior índice em um primeiro turno de eleições gerais desde 1998.
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