
Ao menos 31 dos 35 senadores eleitos que responderam a um levantamento do Estadão declararam apoio total ou parcial à abertura de processos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). O número corresponde a 88,6% dos entrevistados.
O levantamento foi realizado com candidatos que apresentavam melhor desempenho nas pesquisas nas semanas anteriores à eleição. Dos 53 eleitos que foram ouvidos pelo jornal, o número de respostas variou conforme a pergunta. Evair de Melo (Republicanos-ES), eleito pelo Espírito Santo, não participou da consulta.
Entre os argumentos apresentados pelos eleitos estão a defesa da competência constitucional do Senado para processar ministros do STF por eventuais crimes de responsabilidade e a necessidade de apuração de denúncias envolvendo integrantes da Corte. As respostas também mencionaram a separação entre os Poderes e a atuação do Senado prevista na Constituição.
A proposta de estabelecer mandato para ministros do Supremo também recebeu amplo apoio entre os entrevistados. Dos 34 senadores que responderam à questão, 31, ou 91,2%, disseram ser favoráveis à limitação do período de permanência na Corte.
Entre as justificativas apresentadas está a defesa de renovação periódica na composição do STF. Atualmente, os ministros permanecem no cargo até a aposentadoria compulsória, aos 75 anos, conforme as regras constitucionais.
A nova legislatura do Senado começará em 1º de fevereiro de 2027. Nas eleições deste ano, 54 das 81 cadeiras da Casa foram renovadas, com 40 novos senadores e 14 reeleitos.
A composição também terá mudança significativa nas bancadas. O PL elegeu 19 senadores nas vagas disputadas e deverá iniciar 2027 com 28 integrantes, a maior bancada da Casa.
Mín. 24° Máx. 26°