
Flávio Bolsonaro (PL-RJ) terminou o primeiro turno na liderança, com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula da Silva (PT). A diferença foi de 2.224.965 votos. Os dois disputarão o segundo turno em 25 de outubro.
O resultado abre uma situação ainda não registrada na história do Brasil desde a redemocratização. Nas disputas que chegaram ao segundo turno desde 1989, o candidato que terminou a primeira etapa em primeiro lugar também venceu a votação definitiva.
A única exceção aparente no período envolve 1994 e 1998, mas nesses dois pleitos não houve segundo turno. Fernando Henrique Cardoso (PSDB) foi eleito diretamente nas duas ocasiões.
Na primeira eleição presidencial direta após o regime militar, em 1989, Fernando Collor de Mello (PRN) terminou o primeiro turno à frente, com 30,5% dos votos válidos, enquanto Lula teve 17,2%. No segundo turno, Collor venceu com 53,0%.
Em 2002, Lula chegou à segunda etapa com 46,4%, contra 23,2% de José Serra (PSDB), e venceu a eleição com 61,3%. Quatro anos depois, o petista novamente liderou o primeiro turno, com 48,6%, diante de 41,6% de Geraldo Alckmin, e foi reeleito com 60,8%.
O mesmo padrão ocorreu em 2010 e 2014. Dilma Rousseff (PT) terminou as duas primeiras etapas na liderança e venceu José Serra e Aécio Neves (PSDB), respectivamente. Em 2018, Jair Bolsonaro (PL) ficou à frente de Fernando Haddad (PT) no primeiro turno e venceu a segunda etapa.
Em 2022, Lula voltou a terminar o primeiro turno na primeira colocação, com 48,43% dos votos válidos, contra 43,20% de Jair Bolsonaro. Na segunda etapa, venceu por 50,90% a 49,10%. O TSE proclamou oficialmente a eleição de Lula e Geraldo Alckmin após a totalização do segundo turno.
Agora, Flávio chega à segunda etapa com 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula obteve 45,16%. Com 56.104.503 votos, o senador terminou a primeira rodada 2,2 milhões de votos à frente do presidente, segundo a totalização do TSE.
O segundo turno está marcado para 25 de outubro. Caso Lula reverta a diferença registrada na primeira etapa, será a primeira vez, desde 1989, que o candidato que terminou o primeiro turno em segundo lugar vencerá a eleição presidencial no segundo turno.
Até lá, o histórico das eleições brasileiras permanece sem registro de uma virada desse tipo.
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