
Dos 20 governadores eleitos no primeiro turno das eleições de 2026, dez declararam apoio a Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pela Presidência da República. Outros cinco apoiaram Lula da Silva (PT), quatro optaram pela neutralidade e Daniel Vilela (MDB) declarou apoio a Ronaldo Caiado (PSD), que ficou fora da disputa presidencial.
Entre os governadores alinhados a Flávio estão Tarcísio de Freitas (Republicanos), reeleito em São Paulo, Cleitinho Azevedo (Republicanos), Otaviano Pivetta (Republicanos), Sergio Moro (PL), Jorginho Mello (PL), Luciano Zucco (PL), Marcos Rogério (PL), Arthur Henrique (PL), Eduardo Riedel (PP) e Dr. Daniel (Podemos).
Dois desses governadores declararam voto em Flávio mesmo sem terem recebido apoio oficial do candidato ou do PL durante suas próprias campanhas, Cleitinho e Pivetta. No campo de apoio a Lula estão Jerônimo Rodrigues (PT), Elmano de Freitas (PT), Rafael Fonteles (PT), Lucas Ribeiro (PP) e Fábio Mitidieri (PSD), todos eleitos no Nordeste.
A disputa pelos governos estaduais também terá impacto na corrida presidencial. Nos sete estados que terão segundo turno, Flávio conta com palanques definidos em cinco deles, enquanto Lula possui apoio em quatro. Acre, Amazonas, Amapá, Distrito Federal, Espírito Santo e Rio de Janeiro apresentam diferentes configurações de alianças, enquanto Tocantins permanece sem apoio declarado de nenhum dos dois presidenciáveis.
No Acre, os dois candidatos ao governo, Mailza Assis (PP) e Alan Rick (Republicanos), declararam voto em Flávio. No Espírito Santo, Lorenzo Pazolini (Republicanos) também está alinhado ao candidato. Já no Rio Grande do Norte, Allyson (União) mantém neutralidade, enquanto Cadu Xavier (PT), que utiliza o nome de urna "Cadu de Lula", conta com o apoio do presidente.
Em Tocantins, Professora Dorinha Seabra (União) e Vicentinho Júnior (PSDB) chegaram ao segundo turno sem declarar apoio formal a nenhum dos dois candidatos à Presidência.
O papel de Tarcísio de Freitas passou a ser apontado como um dos fatores de maior relevância para a segunda etapa da disputa presidencial. Reeleito em São Paulo com 62,65% dos votos válidos, o governador declarou, após a vitória, que colocará sua estrutura política à disposição de Flávio no segundo turno.
Para o cientista político e CEO da Arko Advice, Murillo de Aragão, o engajamento dos governadores será importante na nova etapa da eleição. Em entrevista ao WW, ele destacou especialmente Tarcísio, afirmando que sua liderança ultrapassa as fronteiras de São Paulo e que uma participação mais ativa na campanha poderá ter impacto na disputa.
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