Mauro Campbell, à frente da Corregedoria Nacional de Justiça, determinou segundo a coluna de Lauro Jardim, o afastamento dos dois magistrados do Amazonas responsáveis por decisões que causaram um prejuízo temporário de cerca de R$ 150 milhões aos cofres da Eletrobras, dez dias atrás. O valor foi devolvido por decisão do STJ e, antes disso, foi pago com aval judicial a um homem que, tendo nascido em 1985, cobrava da empresa títulos de crédito emitidos na década de 1970. A companhia diz ter sido alvo de uma fraude.
Em uma decisão dura, Campbell tirou da toga, por enquanto, o juiz Jean Pimentel (autor da ordem que permitiu o pagamento) e o desembargador Elci de Oliveira (primeiro suspendeu a quitação, mas, depois, deixou o caminho livre para que ela acontecesse). Ambos também terão os gabinetes no TJ do Amazonas lacrados, assim como os seus notebooks, celulares e tablets de uso funcional.
Os materiais encontrados nas salas e também nos aparelhos eletrônicos serão periciados por uma equipe do CNJ, com o apoio da PF. A apuração mira principalmente a Vara Única de Presidente Figueiredo, município cuja comarca tem Pimentel como juiz titular. Partiram de lá as ordens dele. Servidores dessa seção também terão seus equipamentos todos analisados pelos investigadores.
Além dessas medidas, Campbell também determinou a suspensão de acessos aos sistemas do Judiciário tanto pelos magistrados quanto pelos servidores de Presidente Figueiredo.