Em uma sessão marcada pela disputa pela formação da Ptax de fim de mês e de trimestre, o dólar fechou a segunda-feira (31) em baixa de quase 1% ante o real, na contramão do avanço da moeda norte-americana ante boa parte de demais divisas no exterior, em meio à expectativa pela aplicação de novas tarifas de importação pelos Estados Unidos a partir de quarta-feira.
A moeda norte-americana à vista fechou em baixa de 0,97%, aos R$ 5,7069. No ano, a divisa acumula queda de 7,64% ante o real.
Às 17h03, na B3, o dólar para maio — que nesta sessão passou a ser o mais líquido no Brasil — cedia 0,94%, aos R$ 5,7355.
Calculada pelo Banco Central com base nas cotações do mercado à vista, a Ptax serve de referência para a liquidação de contratos futuros. No fim de cada mês, agentes financeiros tentam direcioná-la a níveis mais convenientes às suas posições, sejam elas compradas (no sentido de alta das cotações) ou vendidas em dólar (no sentido de baixa).
“Tivemos mais um mês marcado por alta volatilidade. O dólar sofreu um movimento de desvalorização motivado pelas políticas comerciais de Donald Trump, ou como tem sido chamado pelo mercado, o ‘Tarifaço’. Essa incerteza contribui para a volatilidade nos mercados e reduz a confiança dos investidores na política econômica dos EUA. Como resultado, em vez de fortalecer o dólar, a incerteza gerada pelas medidas protecionistas e seus recuos sucessivos levaram a uma menor atratividade da moeda americana, impulsionando a valorização de divisas emergentes”, explicou Lucas Tavares, especialista em câmbio na WIT Exchange.